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Dia Mundial de Consciência sobre o Autismo foi celebrado em todos os países na quarta-feira, 02

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Na quarta-feira, 02,  foi celebrado em todos países do Mundo, o Dia Mundial da Consciência do Autismo e para falar desta data tão importante, o Tribuna Ourinhense entrevistou três mães de crianças autistas para nos falar sobre os seus desafios e superações.  Além deste dia, também acontece a campanha Abril Azul, que durante todo este mês promove  uma série de atividades de conscientização sobre o Autismo. 

Luciana das Graças Nunes de Oliveira é mãe de Arthur Antônio Nunes de Oliveira de 11 anos, autista nível 2 de suporte com (TPS) e nos relatou toda a experiência vivida ao longo deste anos. “Os desafios são gigantescos, discriminação, exaustão,luta por terapias,eu mesma, nem sabia o que era Transtorno do Processamento Sensorial(TPS), que o mundo que ele enxerga é diferente do nosso, então coube a mim,  aprender para auxiliá-lo, acordo todos os dias me preocupando quais alimentos oferecer, quais roupas vesti-lo, até mesmo com a fragrância do shampoo devido as suas questões sensoriais. Mas graças a terapia, ele vem se superando dia a dia, antes a comunicação era através de desenhos e figuras, hoje já não mais, atualmente o Arthur pratica natação e está próximo a última raia, já consegue permanecer em ambientes diferentes, mesmo que seja por pouco tempo, antes nem isso era possível e estamos trabalhando  a sua autonomia, como o banho por exemplo, e para se vestir já precisa de poucos auxílios”, conta.

Luciana ainda falou sobre os preconceitos sofridos, a importância da data e deixou uma mensagem paras as mães de autistas. “Sobre os preconceitos, já sentimos na pele a exclusão social, quando um amiguinho de sala fez aniversário e ele foi o único a não ser convidado, já que não acompanha a brincadeira das crianças típicas, isso infelizmente me deixou bem chateada. A data de 02 de Abril, Dia mundial da Conscientização do Autismo e a campanha Abril Azul servem para informar a sociedade sobre o autismo, reduzir preconceitos e promover a inclusão além de se falar sobre diagnóstico, terapia e leis, já que muitas famílias ainda sofrem sem informação. Para mães atípicas, desejo apenas sabedoria e disposição para continuar sua jornada e que tem um universo de oportunidades e possibilidades esperando seu (sua) filho (a), só você é a fonte pra isso, então estude o melhor pra seu filho, brigue por seus direitos e por fim,Insista, persista, mas nunca desista. Essa é minha experiência como mãe atípica onde sigo apreendendo com ele todos os dias, costumo dizer que ele é minha fraqueza, mas  é também toda minha fortaleza”, ressaltou. 

Mara Cristina da Silva Moraes é mãe de Breno Moraes Ferreira de 11 anos, e contou todo o processo vivido desde o diagnóstico. “O Breno teve o diagnóstico de autismo aos 3 anos, e hoje está com 11 anos, todos feitos de muita luta, de uma missão que Deus colocou em minhas mãos. Além de ser mãe de autista, sou professora da rede municipal, sempre trabalhei com criança, desde 1999, além de trabalhar com crianças na igreja, então eu acho que tudo isso foi uma preparação de Deus na minha vida. Nestes 11 anos, foram muitas superações, o Breno teve que superar muita coisa, porque ele também tem o Transtorno do Processamento Sensorial (TPS) que envolve os 5 sentidos, tato, audição, olfato, visão e paladar. Ele teve superações como por exemplo, não pisar em areia ou grama, de não usar um chapéu ou boné na cabeça, eu me lembro que depois de fazer várias terapias, ele conseguiu calçar um chinelo e atravessar a rua,  já que ele não conseguia andar com chinelo. Para cortar o cabelo foi outra superação, e desde 2018 ele aceita cortar o cabelo e levamos ele no mesmo cabeleireiro. Dentista foi outra luta e ele hoje vai ao dentista de 6 em seis meses, que é uma dentista que atende somente crianças especiais na UBS da Vila Margarida. Agora que ele está entrando na pré-adolescência, teve muitas crises, mas com o ajuste das medicações, já está melhorando. O meu maior desafio com o Breno que lutamos todos os dias, é para que ele tenha independência e autonomia para realizar as coisas, que consiga ter uma vida de qualidade e autônoma. A questão da alimentação é outra grande dificuldade porque ele é muito seletivo, come apenas coisas secas, então nosso desafio é conseguir inserir verduras, frutas. Em relação a preconceito já aconteceram algumas situações, um exemplo, foi a questão da natação, já que ele gosta muito de água e já tentei colocá-lo em duas escolas de natação e foi frustrante, pois houve muita discriminação da parte das crianças maiores pelas suas atitudes típicas de um autista com TPS e isso por que são crianças com poder aquisitivo alto e bom nível cultural, mas que infelizmente não aprenderam com seus pais, a conviver com as diferenças, Em contrapartida na escola onde ele estudou que é a Salem Abumjamra aqui no Orlando Quagliato, que é um bairro de periferia e onde dou aula, ele foi muito bem recebido e acolhido com muito carinho e teve grande evolução e ótimas experiências de interação com os outros alunos como em festas que participou, dançando no palco. A  grande importância deste dia é que realmente tenha de fato essa conscientização de toda a sociedade, que os pais de crianças típicas possam ensinar a seus  filhos, para respeitarem e conviverem de forma harmônica com as crianças atípicas, que não as discriminem e não as excluam da convivência. O que quero falar para as mães que receberam o diagnóstico recentemente, que é um momento muito difícil, mas que consigam superar essa espécie de luto, e viver um dia de cada vez e que lutem para que seus filhos superem todas dificuldades e possam ter uma qualidade de vida melhor futuramente”, frisou.

Gisele Menezes Góis Garcia é mãe de Yasmin Menezes Góis Garcia, de 09 anos e revelou toda sua trajetória desde o diagnóstico até o momento atual. “Ser mãe de uma criança de uma criança autista é um mix de sentimentos, buscamos forças para lutar e proteger nossos filhos todos os dias de uma sociedade leiga que por falta de informação, age de forma preconceituosa e excludente. Por exemplo, quando ela era mais nova com uns 3 anos, numa confraternização de uma escola privada, quando teve uma apresentação dos alunos, ela ficou num cantinho,  e as crianças se apresentaram e ela foi deixada de lado, ou seja, a professora não fez nenhuma questão de adaptar e incluí-la ali naquela situação. Esse foi um grande baque em sentir minha filha sendo excluída apenas por ter autismo, no entanto, depois disso ela foi para uma escola pública do município onde estuda até hoje e foi muito bem recebida e acolhida. Hoje  eu tenho consciência que como pais de autistas, teremos que passar por grandes provações e superações ao longo da vida dos nossos filhos. Por isso, a mensagem que dou aos pais é que aprendam com a minha experiência para que também possam lutar para melhorar a qualidade de vida de seus filhos. Minha filha nasceu não verbal e isso perdurou até os 4 anos e isso me deixava muito preocupada, no entanto, ela superou isso e hoje aos 9 anos ela é outra criança, super comunicativa. A única forma para que nossos filhos evoluam, é ter unidos e integrados, os pais e seus familiares, a escola e a clínica. Eu posso garantir a vocês que se houver esse trabalho em conjunto, é 100% garantida a melhoria da qualidade de vida e a evolução do seu filho”, aconselhou.                           



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