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Vírus de resgate utiliza brecha no WinRAR e destrói arquivos do computador

Erro de programação em praga digital impede que arquivos sejam recuperados, segundo especialista.

Praga digital oferece a foto de uma mulher em um arquivo do WinRAR, mas na verdade explora falha de segurança e embaralha os arquivos do computador — Foto: 360 Threat Intelligence Center/Twitter/Reprodução

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Um vírus de resgate batizado de “JNEC.a” está se aproveitando de uma vulnerabilidade do programa WinRAR que afeta todas as versões do programa nos últimos 19 anos. Os criminosos tentam convencer a vítima a descompactar um arquivo “ACE” e, caso isso seja feito, o computador será contaminado com o vírus de resgate na próxima vez em que o computador for ligado ou reiniciado.

Um “vírus de resgate” é um tipo de praga digital que embaralha os dados presentes no computador, tornando-os ilegíveis. Para concretizar a fraude, o programa informa à vítima que um pagamento deve ser realizado para retornar os arquivos ao seu estado original e recuperar os dados que estavam computador.

O “JNEC.a” foi encontrado pelo laboratório de pesquisa da fabricante de antivírus chinesa Qihoo. Os criminosos colocaram uma foto de uma mulher dentro de um arquivo compactado no formato ACE. Quando a suposta foto é aberta, o arquivo malicioso é descompactado ao mesmo tempo para a pasta “Inicializar” do Windows. Isso vai garantir que ele seja executado na próxima vez que o Windows for iniciado.

O arquivo malicioso possui a extensão “.rar” e não “.ace”. Por isso, não há qualquer meio fácil para uma vítima saber que está abrindo um arquivo do formato problemático. Isso é possível porque o WinRAR lê arquivos conforme seu conteúdo e não sua extensão — ou seja, desde que seja aberto pelo WinRAR, qualquer arquivo, de qualquer extensão, será lido como ACE se tiver esse formato internamente.

Normalmente, abrir arquivos compactados e fotografias não é uma atividade que pode contaminar o computador com vírus. Porém, por causa da vulnerabilidade, essa atividade se torna arriscada.

A recomendação para os usuários do WinRAR é instalar a versão mais nova do programa. O software não é mais capaz de ler arquivos em formato ACE, não importa o nome que apresente em sua extensão.

Arquivos não podem ser recuperados

Segundo o site “Bleeping Computer”, uma análise do vírus realizada pelo especialista Michael Gillespie apontou a existência que de uma falha de programação que impede totalmente a recuperação dos dados. Isso não chega a atrapalhar os criminosos — nenhuma vítima que faz o pagamento tem qualquer garantia de que a promessa de recuperar os dados será cumprida.

No entanto, isso significa que, na prática, quem for atacado por esse vírus terá seus dados destruídos de forma irrecuperável.

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Embora muitos vírus de resgate funcionem como o prometido — permitindo a recuperação dos arquivos mediante um pagamento —, casos como este demonstram a importância de manter cópias de segurança (backup) dos arquivos e de adotar medidas preventivas contra ataques, como manter os programas atualizados.

Apesar da recuperação não ser possível, o JNEC.a traz um método curioso para que a vítima entre em contato com os criminosos. Enquanto embaralha os arquivos, o vírus gera um endereço de e-mail do Gmail que deve ser cadastrado pela vítima. Após a realização do pagamento, os criminosos supostamente entram em contato com o e-mail gerado para que a vítima possa receber as instruções.

Esse método de contato evita que o criminoso perca o canal (e-mails fixos usados por vírus de resgate são desativados pela maioria dos provedores) ou que a vítima precise acessar a deep web para contatar os criminosos.

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Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

Fonte: G1

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