Ourinhos vive um momento preocupante. Em vez de avançar, a cidade está sendo empurrada para trás.A mais recente decisão da gestão do prefeito Guilherme Gonçalves simbólica e grave: a retirada da ciclovia do Lago do Parque Centenário, um dos espaços mais democráticos e frequentados da cidade, para dar lugar a estacionamento de veículos.Não é apenas uma obra. É uma escolha de modelo de cidade. A ciclovia não foi implantada por acaso. Ela fazia parte de um projeto de mobilidade urbana, lazer, saúde e convivência, que devolveu o lago às famílias, aos idosos, às crianças, aos ciclistas e aos trabalhadores.Hoje, esse espaço começa a ser descaracterizado, sem diálogo, sem estudos apresentados e ignorando alternativas técnicas e viáveis.Especialistas em urbanismo são claros: existem soluções para estacionamento sem destruir áreas de convivência. Há caminhos, projetos, ajustes de tráfego e reordenamento urbano possíveis, mas a atual gestão escolheu o caminho mais fácil, apagar o que já estava pronto.A população começa a perceber um padrão da gestão de Guilherme Gonçalves, o que funcionava está sendo desmontado, o que foi planejado está sendo abandonado, e o que era pensado para pessoas está sendo substituído por soluções pobres e imediatistas.Cidade não é estacionamento. Cidade é encontro, é movimento, é vida. E quando uma gestão começa a destruir o que dava certo, não é mudança, é perda.
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