Uma família procura pela cadela de estimação que desapareceu há um mês ao fugir de um pet hotel em São José do Rio Preto (SP).
A aposentada Elaine Beatriz Fonseca Lahoz e seus filhos viajaram para Sorocaba (SP) para passar as festas de fim de ano com familiares e deixaram duas cachorras, Kika e Neve, hospedadas no pet hotel. Em 25 de dezembro, dia de Natal, foram avisados pelo proprietário do local que Kika havia fugido.
Segundo Elaine, a fuga aconteceu porque o portão estava aberto e a cadela aproveitou a oportunidade para escapar. Em entrevista à TV TEM, João Miguel Lahoz Rinaldi, filho de Elaine, relembrou a frustração ao saber do desaparecimento no Natal.
“Receber essa notícia foi desesperador. Na manhã de Natal ainda por cima. Nós ficamos muito chateados e estragou a viagem e o nosso fim de ano, voltamos correndo para tentar encontrar ela”, relata João.
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Câmeras de segurança registraram o momento em que o responsável pelo estabelecimento tenta resgatar a cadela, mas ela acaba fugindo. Assista ao vídeo acima.
Segundo a família, a empresa não prestou assistência para localizar Kika e só fez um novo contato dias depois, após a repercussão do caso.
“Logo que chegamos de Sorocaba, pedimos as imagens para ele [dono do pet hotel], e disse que o sistema de segurança interno dele só gravava ao vivo. Depois, nós conseguimos a imagem com a vizinha para descobrir o que aconteceu”, conta João.
Sem pistas do paradeiro de Kika, a família convive com a angústia e as incertezas. Para divulgar imagens do animal, eles imprimiram e espalharam panfletos em São José do Rio Preto, além de usarem as redes sociais, mas não obtiveram sucesso até a última atualização desta reportagem.
A ausência do animal também afetou Neve, outra cadela que convivia com Kika. Ao g1, João Miguel contou que ela não tem a mesma energia de antes.
“A Neve ficou bem deprimida na primeira semana. Só queria ficar deitada pelos cantos, mal tocava na ração. Depois de um tempo, ela se acostumou à ausência da Kika, mas não tem a mesma energia de antes. Está mais quietinha”, conta.
Como evitar riscos ao contratar o serviço
Os pet hotels vêm ganhando espaço nos últimos anos em várias cidades do interior de SP, mas os tutores devem estar atentos ao contratar o serviço.
Segundo o advogado Marcelo Henrique, o tutor deve pesquisar sobre o local onde deixará o pet hospedado. O ideal é que o estabelecimento seja registrado como empresa e possua Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), já que um serviço está sendo contratado.
Outra dica importante é se atentar às regras internas do estabelecimento. Em algumas empresas, a vacinação é essencial para que o animal seja aceito como hóspede, evitando a propagação de doenças. A estrutura do espaço também precisa ser levada em conta, pois qualquer brecha ou portão aberto pode facilitar a fuga de cães e gatos.
Com a contratação do serviço, o estabelecimento é responsável pelo animal e deve garantir o bem-estar e a segurança dele.
Ainda segundo o advogado, em casos como o da Kika, os tutores precisam ter algum comprovante legal detalhando a contratação do serviço, seja por contrato ou recibo de pagamento. Com esse documento em mãos, o tutor pode ajuizar a ação e, se determinado pelo juiz, o responsável pelo local pode responder legalmente.
“Se o tutor tiver esse documento, o estabelecimento precisará arcar com os danos, que são os gastos com locomoção, contratação de pessoas para localizar um animal que desapareceu ou, se resultou em morte, o tutor pode reclamar por dano moral, que aí o juiz vai arbitrar uma indenização por esse dano”, finaliza Marcelo Henrique.
* Colaborou sob supervisão de Henrique Souza
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Fonte Original: G1 Bauru e Marília











