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Relato de criança a juiz motivou investigação de suposta violência sexual contra oito menores em abrigo no interior de SP

Uma criança acolhida na Casa Transitória de Anhembi (SP) relatou diretamente a um juiz ter sofrido abuso sexual dentro da instituição.

O depoimento, ocorrido durante uma visita do magistrado à unidade, deu início a uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre suspeitas de violência sexual contra oito crianças.

De acordo com o diretor da Casa Transitória, Antônio Marcos de Almeida, o relato ocorreu durante uma visita de despedida do juiz da comarca de Conchas (SP), que está deixando o cargo.

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Uma das crianças, que já havia conversado com a psicóloga da instituição, decidiu relatar o ocorrido também ao magistrado.

“Uma das crianças tinha falado no psicólogo. Por coincidência, o juiz da comarca de Concha, que está de saída, veio se despedir das crianças aqui na casa. E aí a própria criança, que já havia relatado à psicóloga, também relatou ao juiz. Como a gente já estava em reunião sobre o relato de abuso, junto com o juiz fomos ver quais medidas deveríamos tomar. No dia seguinte, levamos as crianças até a Unesp”, explicou o diretor em entrevista à TV TEM.

Ao todo, são investigadas denúncias de violência sexual contra oito crianças, com idades entre 4 e 11 anos. Elas passaram por atendimento médico no Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu (SP) entre os dias 28 e 30 de janeiro.

As identidades das crianças não serão divulgadas nesta reportagem para preservar os menores de idade, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Em nota, o HC de Botucatu confirmou o atendimento aos oito menores, seguindo protocolos e diretrizes técnicas para casos de suspeita de violência sexual. Após os exames, as crianças foram liberadas e retornaram à instituição.

Investigação

Segundo apuração da TV TEM, a suspeita de violência sexual surgiu após uma das crianças relatar a uma psicóloga ter sofrido abusos praticados por um interno mais velho da unidade de acolhimento.

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O MP ressaltou que o procedimento corre sob sigilo, em razão da natureza dos fatos, que envolvem dados sensíveis e menores de idade.

O diretor da Casa Transitória de Anhembi afirmou que a instituição ainda aguarda a emissão dos laudos periciais.

“Nós estamos aguardando esse laudo, o próprio Ministério Público e todas as pessoas envolvidas para a gente tentar entender tudo que aconteceu e tomar as medidas certas”, disse à TV TEM.

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O Conselho Tutelar de Anhembi informou que foi comunicado sobre a situação, acionou as autoridades competentes e adotou todas as medidas necessárias.

Ao g1, a polícia Civil informou que irá registrar boletim de ocorrência para apurar o caso e que entrará em contato com o Conselho Tutelar e a Vara da Infância e da Juventude para a adoção das providências cabíveis.


Fonte Original: G1 Bauru e Marília

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