Uma operação da Fundação Procon-SP, realizada entre os dias 19 e 30 de janeiro, revelou um alto índice de irregularidades em estabelecimentos que comercializam materiais escolares. No interior paulista, dos 152 locais visitados, 105 apresentaram problemas, o que representa 69,08% do total.
Na região de Presidente Prudente (SP), as cidades de Pirapozinho, Presidente Venceslau e Rancharia foram alvos da “Operação Volta às Aulas 2026”.
Entre os problemas mais graves encontrados estão a falta do selo de segurança do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a venda de produtos fora do prazo de validade.
A fiscalização detalhou as falhas encontradas em cada município do Oeste Paulista. Em Pirapozinho, três estabelecimentos foram visitados e todos apresentavam irregularidades. Entre as falhas constam a falta de selo do Inmetro, exemplar do Código de Defesa do Consumidor inacessível, ausência de informações sobre o fabricante e falta de informações em língua portuguesa.
Em Rancharia, dos quatro locais visitados, três apresentaram problemas. Foram encontrados itens com prazo de validade vencido, falta de certificação de segurança e ausência de dados sobre o importador ou distribuidor.
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Já em presidente Venceslau, o estabelecimento visitado na cidade foi autuado por falta de selo do Inmetro e ausência de informações sobre o importador.
No Centro-Oeste Paulista, sete locais foram vistoriados em Marília. Destes, quatro tinham irregularidades, incluindo preços inadequados e falta de informações sobre a composição do produto.
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Procon encontra irregularidades em quase 70% das papelarias fiscalizadas no interior de SP — Foto: Gustavo Luz/TV TEM
Riscos à saúde
À TV TEM, a coordenadora do Procon estadual em Presidente Prudente, Priscila Nishimoto Landin, destacou que a falta do selo do Inmetro é um dos principais pontos de atenção, já que o certificado garante que o material não é tóxico e adequado para crianças.
“Muitos não sabem que o produto tem que ser certificado pelo Inmetro. Às vezes, troca da embalagem que vem original, coloca numa embalagem mais bonitinha, mas aí fica errado. Então, a gente acabou orientando em alguns casos, sobre essa questão de colocar a embalagem no lugar que não é adequado, conforme diz a legislação”, explicou Priscila.
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Coordenadora do Procon em Presidente Prudente, Priscila Nishimoto Landin, relatou que a falta do selo do Inmetro é um dos pontos mais preocupantes — Foto: Gustavo Luz/TV TEM
Os estabelecimentos autuados têm direito à defesa, mas podem receber multas elevadas, principalmente nos casos de produtos vencidos ou sem certificação.
Em situações específicas de pequenos comércios, o órgão aplica a “dupla visita”, permitindo que o lojista corrija a falha antes da penalidade financeira.
O Procon ainda orienta que os pais não olhem apenas o preço ou personagens de preferência das crianças. É fundamental verificar:
- Selo do Inmetro: Garante que o produto passou por testes de segurança.
- Prazo de Validade: Itens como colas, tintas e massas de modelar devem estar dentro do prazo.
- Dados do Fabricante/Importador: Devem estar visíveis e em língua portuguesa.
- Preço: Deve estar claro e ostensivo na prateleira ou no produto.
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Procon encontra irregularidades em quase 70% das papelarias fiscalizadas no interior de SP — Foto: Gustavo Luz/TV TEM
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Procon encontra irregularidades em quase 70% das papelarias fiscalizadas no interior de SP — Foto: Gustavo Luz/TV TEM
Fonte Original: G1 Bauru e Marília












