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Caso Dagmar: idosa encontrada morta em poço de 30 metros de profundidade é enterrada em Bauru

Foi enterrado nesta sexta-feira (23), em Bauru (SP), o corpo de Dagmar Grimm Streger, que tinha 76 anos. A idosa estava desaparecida desde o dia 19 de dezembro e foram mais de 20 dias de escavações na propriedade rural onde ela morava para encontrar o corpo, que foi jogado em um poço.

O corpo foi encontrado a cerca de 30 metros de profundidade e apresentava uma lesão no crânio que indica que a idosa pode ter sido morta antes de ser jogada no local. Duas pessoas estão presas suspeitas de matar Dagmar.

O enterro foi realizado nesta manhã no Cemitério do Ypê. Parentes e amigos participaram do sepultamento, que foi marcado por emoção e também revolta pela violência que a idosa sofreu.


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Segundo a polícia Civil, os suspeitos, Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40, presos pelo crime relataram terem agredido a idosa com uma paulada na cabeça e depois jogado o corpo dela no poço. As buscas na propriedade rural duraram 23 dias de intensos trabalhos de escavações para localização do corpo.

O delegado Alexandre Protopsaltis, responsável pelo caso, destacou que a localização do corpo foi decisiva para o avanço das investigações do crime, que inicialmente é tratado como latrocínio.


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“Encontrar o corpo foi um elemento fundamental. Confirmou toda a tese investigativa. É uma prova robusta, traz materialidade a tudo aquilo que a gente acreditava”, afirmou.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a perícia do Instituto Médico Legal (IML) não encontrou vestígios de terra ou detritos no corpo, o que indica que Dagmar pode ter sido jogada no poço já sem vida.

Desaparecimento e prisão dos suspeitos

Dagmar Grimm Streger era proprietária de um sítio em Bauru e foi vista pela última vez no dia 19 de dezembro, mas o desaparecimento passou a ser investigado oficialmente no dia 22 de dezembro, após o registro de um boletim de ocorrência. Os restos mortais dela foram localizados na tarde desta quarta-feira (21).

O poço passou a ser considerado um possível local onde o corpo estaria após o casal de caseiros ser preso no dia 24 de dezembro e confessar, informalmente, o crime.

De acordo com as investigações, a dupla trabalhava e morava na mesma propriedade de Dagmar, e a relação envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro. A Polícia Civil apura uma possível motivação financeira para o crime.

A Polícia Civil também investiga um possível envolvimento do filho do casal no crime. Em depoimento informal, o caseiro chegou a atribuir o crime ao adolescente de 14 anos, mas depois assumiu a autoria. O jovem está sob acompanhamento do Conselho Tutelar de Avaré (SP).

Ainda segundo a corporação, Daniela negou participação e afirmou que estava dormindo no momento do ocorrido. O caso é investigado como latrocínio e ocultação de cadáver.

Cerca de 30 metros de escavações


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Desde o início das escavações no poço em busca de Dagmar, em 30 de dezembro, cerca de 30 metros de profundidade foram escavados até que o corpo fosse encontrado.

O poço, conhecido como poço caipira, era usado para captação de água, mas estava desativado. Por ser antigo e profundo, foi necessário ampliar o diâmetro da abertura para garantir a segurança das equipes e permitir que o maquinário pesado alcançasse os níveis inferiores. Para isso, a casa de Dagmar precisou ser demolida.

“Cada célula tem cerca de 70 centímetros de altura e precisa ser retirada uma a uma. Para isso, é necessário espaço, e a casa acabava atrapalhando o avanço das escavações. Tentamos preservá-la, mas chegamos à conclusão de que a demolição era inevitável”, explicou o coordenador da Secretaria de Obras de Bauru, Téo Zacarias.

Outra dificuldade da operação foi a retirada de vários sacos de adubo que, segundo a investigação, foram jogados sobre o corpo para tentar mascarar o odor da decomposição.

Para retirar o corpo do local, a ação durou quase três horas e foi considerada um trabalho complexo. Os bombeiros desceram de rapel no poço e enfrentaram riscos como deslizamento de terra, possível presença de gases tóxicos, grande quantidade de entulho e uma camada espessa de argila formada após as chuvas. Um vídeo registrou o momento da retirada do corpo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 30 pessoas participaram da operação, incluindo 12 agentes da corporação, além do apoio da Prefeitura de Bauru e da Polícia Civil.

“Nossa parte consistiu em mandar um bombeiro acima, ancorado na pá carregadeira. A gente expôs mais o corpo, que ainda estava enterrado, colocou no saco de cadáver, fez a amarração e realizamos a retirada”, explicou o tenente Vinícius Alexandre Burin.


Fonte Original: G1 Bauru e Marília

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