A polícia Civil investiga se o filho do casal de caseiros preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, teve participação no crime.
A idosa, proprietária de um sítio na região do Rio Verde, em Bauru (SP), está desaparecida desde 19 de dezembro.
As buscas se concentram em um poço da propriedade, depois que o casal Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40, confessou informalmente ter dado uma paulada na cabeça de Dagmar e, sem saber o que fazer, jogado o corpo no poço desativado.
A nova linha de investigação apontando o envolvimento do filho do casal surgiu após depoimentos conflitantes de Paulo, que chegou indicar o adolescente de 14 anos como autor do golpe que teria causado a morte da idosa.
“No primeiro momento, (Paulo) tentou atribuir a responsabilidade de dar um golpe na cabeça de Dagmar ao filho de 14 anos. Em seguida, ele assume a responsabilidade, dizendo que ele fez isso. Quando foi explicado pelos motivos que levaram à decretação da prisão temporária dele, que a tese investigativa era de que tanto ele, como a Daniela, haviam praticado esse crime com fins econômicos, ele alegou que o filho teria praticado isso e que ele ocultou o cadáver”, relata o delegado Alexandre Protopsaltis, responsável pela investigação do caso.
Ainda segundo a Polícia Civil, também em depoimento informal, Daniela negou a participação no crime e afirmou que estava dormindo no momento do ocorrido.
O casal está detido desde 24 de dezembro em Salto do Itararé (PR), quando foi flagrado tentando trocar de veículo. Antes disso, eles haviam fugido com o carro da vítima, que foi encontrado em Tatuí (SP), já trocado por uma caminhonete.
A Polícia Civil busca formalizar a oitiva do adolescente, que está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Avaré (SP).
Possível motivação financeira
A principal tese da investigação é de que o casal tenha cometido o crime com fins econômicos, visando o patrimônio de Dagmar.
Para investigar essa hipótese, a justiça autorizou a quebra do sigilo bancário dos suspeitos, e a polícia aguarda o envio dos dados por parte das instituições financeiras.
Buscas em poço
Enquanto a investigação documental avança, os trabalhos de campo seguem concentrados no sítio onde a vítima morava em um sítio da região do Rio Verde, em Bauru.
O desaparecimento passou a ser investigado oficialmente no dia 22 de dezembro, após o registro de um boletim de ocorrência. A suspeita é de que o corpo tenha sido jogado em um poço de cerca de 35 metros de profundidade.
Nesta quarta-feira (14), equipes utilizaram máquinas para retirar mais dois arcos da estrutura do poço e avançar alguns níveis na escavação, na tentativa de encontrar pistas que esclareçam o paradeiro de Dagmar.
O poço passou a ser apontado como possível local onde o corpo poderia estar depois que o casal de caseiros, que morava na propriedade, confessou informalmente o homicídio e a ocultação de cadáver.
“Eles acabaram confessando que teriam matado a dona Dagmar e a jogado no poço. Porém, quando foram ser ouvidos formalmente, acabaram ficando em silêncio para se manifestar somente em juízo. A única coisa que disseram foi que deram uma paulada na cabeça da vítima e que, diante dessa situação, não sabendo o que fazer, decidiram jogá-la no poço”, disse o delegado Luciano Faleiro Rezende.
As escavações começaram em 30 de dezembro, coordenadas pela Polícia Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Obras de Bauru, e já ultrapassaram 30 metros de profundidade. A casa da idosa precisou ser demolida para facilitar as buscas.
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Fonte Original: G1 Bauru e Marília









