Uma escola de Jaú (SP) foi a que mais aprovou alunos no Provão Paulista para ingresso em universidades públicas em 2026. A Escola Estadual “Professora Ana Franco da Rocha Brando” registrou, inclusive, uma aprovação em medicina na Unesp de Botucatu (SP), um dos cursos mais concorridos do estado.
O Provão Paulista é um vestibular seriado aplicado ao longo dos três anos do ensino médio e garante vagas diretas em instituições como USP, Unicamp, Unesp e Fatec. Ao todo, o programa destina cerca de 46 mil vagas exclusivamente para estudantes da rede pública.
A escola de Jaú, localizada no Jardim Jorge Atalla, atende apenas o ensino médio e já era referência regional em aprovações antes mesmo da criação do novo sistema.
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Escola estadual de Jaú (SP) lidera resultados no Provão Paulista e aprova aluno em medicina na Unesp — Foto: Escola Estadual 'Ana Franco Rocha'/Divulgação
Segundo a vice-diretora da unidade, Elisângela Fernanda Volpato Rosseto, apesar de a escola ter dez turmas, as vagas são bastante disputadas. Como o bairro tem perfil mais antigo, com moradores idosos, muitos estudantes vêm de outras regiões da cidade e até de municípios vizinhos.
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“A escola já carrega esse histórico de sucesso antes mesmo do Provão Paulista. Sempre tivemos muitas aprovações pelo Enem. O Provão foi uma oportunidade que abraçamos desde o início, engajando os alunos e aprendendo a lidar com o edital junto a eles”, contou em entrevista ao g1.
Até o momento, a escola soma 64 aprovações pelo Provão Paulista: 44 na primeira chamada, 11 na segunda e nove na terceira. A gestão atribui o resultado ao acompanhamento individual dos estudantes.
“Na hora das escolhas no sistema, chamei aluno por aluno para orientar que não deixassem nenhuma opção em branco e organizassem por preferência. Nós sonhamos juntos e sentimos que a conquista é coletiva”, completa a vice-diretora.
Monitoria e Projeto de Vida
Um dos diferenciais da escola é o envolvimento dos próprios alunos no processo de aprendizagem. Entre os projetos está o Monitor do Bem, no qual estudantes com melhor desempenho oferecem apoio aos colegas.
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Daniel Pollini, de 18 anos, aprovado em direito na USP — Foto: Arquivo pessoal
Daniel Pollini, de 18 anos, aprovado em direito na USP, foi monitor de língua portuguesa.
“Ser monitor fez diferença, porque, quando você ensina, percebe se realmente aprendeu o conteúdo. Refazer provas antigas e resolver muitas questões também me ajudaram no resultado”, conta.
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Alessandra Rosseto foi aprovada em letras na USP — Foto: Escola Estadual 'Ana Franco Rocha'/Divulgação
Já Alessandra Rosseto, também de 18 anos, aprovada em letras na USP, precisou de reforço em disciplinas que não faziam parte do seu itinerário regular, como química e biologia, algo que, segundo ela, foi crucial para o bom desempenho.
“Eu não tinha química nem biologia, então ficou um pouco mais difícil para mim, mas a escola conta com professores muito capacitados, que ofereceram práticas experimentais e mentorias”, relata.
Aprovação em medicina
Entre os destaques nas aprovações também está Guilherme Souza Moreira, aprovado em medicina na Unesp de Botucatu.
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Guilherme Souza Moreira foi aprovado em medicina na Unesp de Botucatu (SP) — Foto: Escola Estadual 'Ana Franco Rocha'/Divulgação
Ele afirma que, além do conteúdo, o suporte emocional e a orientação vocacional foram fundamentais, principalmente no momento de escolher qual carreira seguir.
“As mentorias e as aulas de Projeto de Vida ajudaram muito na decisão. A escola trouxe pessoas que já passaram pela universidade para explicar como é a vida acadêmica. Usei todo o tempo possível para estudar e fazia simulados em casa”, diz.
Embora os alunos aprovados já tenham concluído o ciclo escolar e não frequentem mais as salas de aula, o acompanhamento da gestão e dos professores continua de forma personalizada.
A vice-diretora conta que a escola mantém o suporte para ajudar os jovens a decidir entre as diversas aprovações conquistadas.
“A gente tenta acalmar o coração dos pais também para que entendam que os filhos chegam nessa fase e alguns terão que morar sozinhos. Tive cerca de 40 alunos na mesma situação: ‘Vou para a minha primeira ou para a minha segunda opção?’. E essas angústias a gente vai vivendo junto, sonhando com eles até o fim”, finaliza.
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Provão Paulista — Foto: Seduc-SP
Fonte Original: G1 Bauru e Marília











