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‘Eu nem sabia mais no que acreditar’, diz mãe de mulher reanimada depois de ser declarada morta pelo Samu

A mãe da mulher que foi declarada morta após ser atropelada e reanimada minutos depois disse que ficou em choque e “nem sabia no que acreditar” ao receber a informação.

O caso aconteceu neste domingo (19), na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), na altura do km 342, em Bauru (SP).


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Segundo o boletim de ocorrência, Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, teve o óbito atestado ainda no local do acidente por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com a confirmação da morte, a rodovia chegou a ser interditada, e o Instituto Médico Legal (IML) acionado para remover o corpo.

Pouco depois, um médico da concessionária que administra a rodovia percebeu movimentos respiratórios da vítima, que já estava coberta com uma manta térmica sobre o asfalto, e iniciou imediatamente as manobras de reanimação.

Em entrevista à TV TEM, a mãe da vítima, Adriana Cristina Roque, relatou o desespero ao receber a notícia da suposta morte da filha e criticou a demora no atendimento, que, segundo ela, configurou negligência no socorro.


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“Na hora que eu vi a minha filha estirada no asfalto, já coberta com aquele papel alumínio, e eles falaram pra mim que não podia chegar perto. Falaram que infelizmente minha filha já estava morta, já estava sem vida, e eu queria ver, queria ver, eles não deixavam”, contou.

“Quando falaram que minha filha ainda tinha sinais vitais, que ainda estava viva, eu entrei em desespero e falei: ‘isso é uma negligência, isso não existe’. Para eles, ela tava morta, e eu não sabia no que acreditar. Quando falaram que ela ainda tava com vida, eu já não sabia mais se eu acreditava se ela tava viva, se ela não tava”, relatou.

Fernanda foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru e, depois, transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.

A mãe de Fernanda ainda criticou o atendimento inicial à filha e acredita que a demora possa ter agravado o estado de saúde dela.

“Minha filha ficou um tempão exposta no meio da pista. Se tivessem socorrido na hora, o estado dela não seria tão grave. Ela bateu a cabeça, cabeça é perigoso. Eu acredito que, se tivesse sido atendida imediatamente, o caso seria menos grave”, afirmou a manicura.

De acordo com o boletim, os policiais militares rodoviários chegaram à ocorrência quando a equipe do Samu já havia deixado a área. Pouco depois, o médico da concessionária percebeu que a vítima ainda respirava e iniciou o atendimento.

A direção do Samu abriu uma sindicância interna para apurar falhas no atendimento, e a médica que atestou o óbito foi afastada até a conclusão da apuração.

“A dor que eu tô, eu não desejo pra ninguém. Para mim, é como se tivesse tirado um pedaço de mim”


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Em nota, a Prefeitura de Bauru, responsável pelo Samu no município, informou que apura os fatos relacionados ao atendimento e que, caso seja constatada qualquer irregularidade, serão adotadas as devidas providências, conforme os protocolos e normas vigentes.

Ainda no comunicado, o município manifestou solidariedade à paciente e aos seus familiares e destacou que “o caso está sendo tratado com prioridade e responsabilidade, diante da gravidade da situação”.

“A Prefeitura de Bauru reafirma seu compromisso com a preservação da vida, a transparência e a adoção de todas as providências cabíveis após a conclusão da apuração”, diz a nota.

Já a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.


Fonte Original: G1 Bauru e Marília

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