Lua do Lobo inaugura lista de fenômenos astronômicos visíveis no interior paulista em 2026; confira

A primeira lua cheia de 2026, chamada de Lua do Lobo, será uma superlua e poderá ser observada neste sábado (3) no interior paulista.

O nome popular foi dado por povos nativos norte-americanos, que notaram o aumento dos uivos dos lobos durante o inverno rigoroso do Hemisfério Norte, quando a lua cheia ilumina as noites e os animais ficam mais ativos.

O fenômeno poderá ser visto junto com Júpiter e com o auge da chuva de meteoros Quadrântidas, proporcionando um espetáculo raro para os observadores.

Apesar do nome curioso, o fenômeno não é raro e não provoca mudanças físicas na Lua. como explica o físico e astrônomo do Clube de Astronomia Centauri, Rodrigo Raffa.

“Do ponto de vista da astronomia, ela acontece quando a Lua fica exatamente do lado oposto ao Sol em relação à Terra, refletindo toda a luz solar e aparecendo completamente iluminada no céu. Não é um fenômeno raro — o diferencial é o nome”, explica.

Rodrigo é fundador do Clube de Astronomia Centauri, em Itapetininga (SP), criado para aproximar o público do universo da astronomia, reunindo estudantes, professores e pesquisadores. O clube também divulga mensalmente um calendário lunar em suas redes sociais, facilitando o acompanhamento das fases do satélite natural.

O clube já recebeu um certificado da Nasa por meio do programa Night Sky Network. Os membros contemplados foram responsáveis por publicações, divulgações e traduções de artigos astronômicos enviados pela própria agência.

A Lua do Lobo poderá ser observada ainda durante o pôr do sol, entre 17h30 e 18h, caso o tempo esteja aberto. O fenômeno também recebe outros nomes em diferentes culturas, como Lua Depois do Yule, Lua Velha, Lua de Gelo, Shakambhari Purnima (hindu), Duruthu Poya (Sri Lanka) e Ananda Pagoda (Myanmar), refletindo tradições e a estação fria.

Veja os principais fenômenos astronômicos de 2026 visíveis na região:

Além da superlua, 2026 será marcado por diversos fenômenos astronômicos, segundo o astrônomo. Entre os destaques estão chuvas de meteoros, eclipses lunares e solares, conjunções planetárias e passagens visíveis da Estação Espacial Internacional.

  • 3 de janeiro: Lua do Lobo;
  • 3 e 4 de janeiro: Chuva de Meteoros Quadrântidas;
  • 3 de março: Eclipse Lunar Total (Lua de Sangue);
  • 20 de março: Equinócio de Outono;
  • 22 e 23 de abril: Chuva de Meteoros Líridas;
  • 5 e 6 de maio: Chuva de Meteoros Eta Aquáridas;
  • 21 de junho: Solstício de Inverno;
  • 29 e 30 de julho: Chuva de Meteoros Delta Aquáridas do Sul;
  • 4 de agosto: Conjunção de Júpiter e Marte;
  • 12 e 13 de agosto: Chuva de Meteoros Perseidas;
  • 14 de agosto: Conjunção de Marte e Saturno;
  • 28 de agosto: Eclipse Lunar Parcial;
  • 10 de setembro: Saturno em oposição;
  • 5 de outubro: Superlua cheia; Primavera;
  • 5 de outubro: Superlua cheia;
  • 21 e 22 de outubro: Chuva de Meteoros Oriônidas;
  • 4 de novembro: Superlua cheia;
  • 29 de novembro: Júpiter em oposição;
  • 4 de dezembro: Superlua cheia;
  • 13 e 14 de dezembro: Chuva de Meteoros Geminídeas;
  • 21 de dezembro: Solstício de Verão.

* Colaborou sob supervisão de Eduardo Ribeiro Jr.


Fonte Original: G1 Bauru e Marília

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