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'Nem eles acreditaram', diz testemunha que alertou resgate que reanimou mulher dada como morta por engano

Uma testemunha que presenciou o momento em que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atestou por engano a morte de uma jovem atropelada, em Bauru (SP), diz que nem o resgate que acabou reanimando a mulher acreditou que os primeiros socorristas haviam errado na constatação do óbito.

Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, foi atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), no domingo (18). Segundo o boletim de ocorrência, o Samu constatou o óbito dela e deixou a área antes da chegada da polícia. Pouco depois, socorristas da concessionária perceberam sinais vitais e iniciaram manobras de reanimação.


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Em entrevista à TV TEM, a testemunha, que não quis se identificar, relatou que passava de carro pelo local quando viu o acidente no sentido contrário e parou para ajudar. Segundo ela, a vítima ainda apresentava sinais vitais.

“O pessoal já tinha visto e chamado a polícia, foi tudo aconteceu muito rápido. Ali mesmo montamos um desvio para o pessoal passar e não acertar ela. Eu fiquei ligando pro resgate, pro Samu, acompanhando a respiração dela de longe. Dizia pra mim mesmo: ‘calma, ela está viva, calma, ela está viva’”, contou.

Ainda de acordo com a testemunha, a ambulância do Samu errou o caminho até o local do acidente. “Em vez de alguém descer e pular o guarda-rail para fazer o primeiro socorro, eles foram dar a volta pelo posto de gasolina, erraram a rota e só depois seguiram pelo caminho certo”, disse.


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Segundo ela, logo após chegar à ocorrência, a equipe do Samu já atestou o óbito, gerando questionamentos de quem estava no local. Em um vídeo gravado na hora, uma testemunha chegou a alertar: “A moça tá respirando”, enquanto a equipe cobria o corpo.

“Eu falei: ‘Como assim, não aguentou? Não tem como salvar?’. Aí, ela falou assim, ‘já morreu’. Eu falei, ‘como, gente?, a mulher está respirando. Eu não estou cega, não'”, conta.

“Mesmo assim, eles entraram na ambulância, buscaram um plástico, pediram ajuda a outra pessoa e deram o óbito, avisando a mãe da Fernanda ali mesmo”, complementa.

Com a confirmação do óbito, a pista chegou a ser parcialmente interditada e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para remoção do corpo. Pouco depois, uma equipe de resgate da concessionária chegou ao local, sendo alertada que a mulher poderia estar viva.

“Eu falei para o pessoal do resgate: ‘gente, a mulher está viva, está respirando devagarzinho, mas ela está respirando. Ela está respirando de boa do saco. Aí o pessoal do resgate falou que o SAMU já acionou o IML, que ela morreu. Nem eles acreditaram que o Samu deu um óbito para alguém vivo. Aí, desceram, foram ver e viram que estava viva”, revela.

Após atestar que a vítima ainda tinha sinais vitais, um socorrista da equipe da concessionária iniciou imediatamente as manobras de reanimação.

Fernanda foi socorrida, levada ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.

Segundo o hospital, a mulher sofreu politrauma grave, traumatismos e múltiplos ferimentos. Apesar da gravidade do caso, os médicos avaliam extubação da paciente nos próximos dias.


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Em nota, a Prefeitura de Bauru, responsável pelo Samu no município, informou que apura os fatos relacionados ao atendimento e que, caso seja constatada qualquer irregularidade, serão adotadas as devidas providências, conforme os protocolos e normas vigentes.

A direção do Samu informou que abriu uma sindicância interna para apurar possíveis falhas no atendimento e afastou a médica que atestou o óbito até a conclusão da investigação.

Ainda no comunicado, o município manifestou solidariedade à paciente e aos seus familiares e destacou que “o caso está sendo tratado com prioridade e responsabilidade, diante da gravidade da situação”.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o motorista do carro envolvido no atropelamento parou para prestar socorro, foi ouvido e submetido ao teste do etilômetro.

O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru.


Fonte Original: G1 Bauru e Marília

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