
Pablo é professor de MMA e passou a dar aulas gratuitas para as mulheres aprenderem a se defender contra o feminicídio – Foto: redes sociais
Em meio aos altos índices de feminicídio no Brasil, um professor de MMA decidiu agir: passou a dar aulas de graça para mulheres. A ideia é que elas saibam técnicas de autodefesa para se defenderem. A ação acontece em Belo Horizonte, mas já tem chamado atenção de profissionais de outros estados.
Pablo Felipe passou a oferecer aulas gratuitas de artes marciais voltadas exclusivamente para mulheres. O objetivo é ensinar defesa pessoal e ampliar a sensação de segurança no dia a dia.
A proposta ganhou força nas redes sociais. Aulas cheias. Muitos elogios. Um gesto importante, visto como cuidado e empatia com as mulheres.
Aulas gratuitas
A iniciativa surgiu diante de um cenário alarmante. Casos de violência contra mulheres seguem frequentes em todo o país. Em Minas Gerais, os números também preocupam.
Ao observar essa realidade, o professor decidiu transformar conhecimento em ação. As aulas acontecem sem custo. Não há cobrança. Não há seleção.
O foco é oferecer ferramentas simples. Movimentos básicos. Técnicas possíveis de serem usadas em situações reais.
Defesa pessoal
Durante as aulas, as alunas aprendem noções práticas de defesa. Golpes simples. Formas de se desvencilhar. Como reagir em momentos de risco.
Mas o aprendizado vai além do físico. As atividades trabalham postura, atenção e controle emocional. A ideia é fortalecer também a mente.
Segundo o professor, a autoconfiança faz diferença. Sentir preparo muda a forma de andar, falar e reagir.
Repercussão positiva
A iniciativa rapidamente ganhou visibilidade. Vídeos e relatos começaram a circular nas redes sociais. Comentários de apoio se multiplicaram.
Muitas mulheres relataram medo constante ao sair de casa. Outras falaram sobre relacionamentos abusivos. As aulas passaram a ser vistas como um espaço seguro.
educação como ferramenta de prevenção
Especialistas apontam que a prevenção passa por informação e preparo. Iniciativas como essa ajudam a reduzir vulnerabilidades.
O projeto não substitui políticas públicas. Não resolve o problema sozinho. Mas contribui para salvar vidas.
Em um país onde tantas histórias terminam em tragédia, atitudes assim apontam outro caminho.
Fonte: SNB












