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Referência no tratamento e com mais de 20 mil atendimentos, Apass deixa de receber animais silvestres resgatados em Assis

A Prefeitura de Assis (SP) anunciou uma mudança no fluxo de atendimento a animais silvestres feridos ou resgatados na cidade.

A partir deste ano, os bichos capturados não serão mais encaminhados à Associação Protetora de Animais Silvestres (APASS), que fica no município, e passarão a ser levados para a região da Cuesta, em Botucatu (SP).

A alteração ocorre com a assinatura de um novo contrato firmado pelo Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (Civap) com a Fundação de Apoio aos Hospitais Veterinários da Unesp (Funvet), sediada em Botucatu. Com isso, Assis passa a integrar um novo modelo regional de atendimento especializado à fauna silvestre.

Segundo a prefeitura, os animais resgatados poderão ser transportados até Botucatu pela polícia Militar Ambiental, pela concessionária responsável nos casos registrados em rodovias ou pelo município integrante do consórcio, desde que com veículo adequado e, quando necessário, acompanhamento de médico-veterinário.

Em nota, a administração municipal informou que cabe ao município realizar a avaliação inicial do estado do animal.

Em situações de emergência, o resgate deve ser seguido de estabilização clínica antes do encaminhamento ao centro especializado, onde será analisada a viabilidade de tratamento e posterior reintrodução à natureza.

A prefeitura ressaltou ainda que os animais que já estão sob os cuidados da APASS permanecerão na instituição.

Mais de 25 mil resgates

Localizada em Assis, a APASS atua como um Centro de Triagem e Centro de Reabilitação (Cetras).

Nos últimos 20 anos, mais de 25 mil animais de várias espécies da fauna brasileira, como répteis, aves e mamíferos, foram resgatados e receberam cuidados na associação.

O fundador e presidente, Aguinaldo Marinho de Godoy, conta ao g1 que a instituição recebe anualmente entre 1.200 e 1.300 animais vindos de todo o estado, especialmente da região do Pontal do Paranapanema.

A maior parte dos resgates ocorreu em Teodoro Sampaio (SP), cidade que abriga o maior remanescente de Mata Atlântica do interior do estado.

De acordo com o fundador e presidente da APASS, Aguinaldo Marinho de Godoy, o trabalho envolve desde a triagem e avaliação do grau de risco até a reabilitação com foco na soltura.

“O sentimento que a gente tem é como se fosse um animal internado por muito tempo. Quando ele recebe alta e pode voltar para a natureza, é a confirmação de que todo o esforço valeu a pena”, afirmou.

Riscos e orientações

Ter um animal silvestre sem as devidas autorizações é crime, e tê-los sem conhecer os cuidados adequados para a espécie é uma forma de maus-tratos. Além disso, o manejo inadequado pode, inclusive, elevar riscos de algumas doenças como leptospirose e psitacose.

O animal silvestre deve viver em vida livre: “Se está cortando a pena para ele não voar, quer dizer que aquele animal, se deixar ele solto, ele vai embora. Se ele vai embora, é porque ele não quer viver com o ser humano”, destaca.

A recomendação de Marinho é clara: “Se possível, e quiser adotar um animal porque ama animal, adota um gato, um cachorro. Não adquira um animal silvestre.”

De acordo com Marinho, a colaboração da população é fundamental para o controle de crimes ambientais e proteção da fauna silvestre. Caso presencie a venda clandestina ou maus-tratos, é possível denunciar:

  • Linha Verde do Ibama: 0800-061-8080;
  • Polícia Militar Ambiental: em Presidente Prudente o telefone é (18) 3906-9200;
  • Delegacias: presencialmente ou online;
  • Emergências: 190.


Fonte Original: G1 Bauru e Marília

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