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Delegado alvo de operação contra a venda de informações sigilosas da PF é especialista em segurança de dados

O delegado da Polícia Federal, José Navas Júnior, alvo de uma operação contra corrupção e venda de informações sigilosas sobre investigações policiais, trabalha há 22 anos na corporação e é especialista em segurança de dados digitais.

Atuando em Marília, Navas chegou a representar o país em um treinamento internacional sobre cibersegurança em 2016, realizado na Holanda. Além disso, o delegado tem vários certificados de cursos realizados nesta área de combate ao vazamento de dados e crimes digitais e também realizava palestras sobre o tema.

Segundo as investigações que deflagraram a Operação Sinon na manhã desta quarta-feira (19), desde 2023, Navas teria usado a função e o acesso a sistemas corporativos da instituição para fazer consultas direcionadas sobre pessoas e procedimentos que eram alvo de investigações.

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O g1 tenta contato com a defesa do delegado, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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Delegado da Polícia Federal em Marília, Interior de SP, José Navas Júnior. — Foto: Reprodução/TV Tem
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Delegado da Polícia Federal em Marília, Interior de SP, José Navas Júnior. — Foto: Reprodução/TV Tem

A operação busca cumprir oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Dois empresários e advogados, que atuariam como intermediários dos pagamentos, também são alvo da operação dos federais.

Também foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens. As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília (SP).

Corrupção e vazamento de informações

Ainda de acordo com as investigações, as informações obtidas pelo delegado alvo da operação seriam posteriormente repassadas a investigados, possibilitando a adoção de medidas destinadas a dificultar ou frustrar as ações policiais.

No âmbito da operação, foram determinadas ainda medidas cautelares contra o delegado que incluem a suspensão do exercício da função pública, a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da Polícia Federal.

São investigados na operação os crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.

Ainda de acordo com a PF, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos, de esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados e de dimensionar os danos provocados às investigações policiais afetadas.


Fonte Original: G1 Bauru e Marília

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