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Dia do Professor será comemorado em todo o Brasil nesta quinta-feira, 15

Prof

Nesta quinta-feira, 15, será celebrado em todo o país, o Dia do Professor, uma das datas mais importantes do ano.  Em homenagem a estes profissionais essenciais em nossa sociedade, a reportagem do Tribuna Ourinhense entrevistou alguns professores da rede municipal e estadual. Leia abaixo os depoimentos: 

Daiane Caroline 2
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Daiane Caroline Pieri Ferreira da Silva, tem 41 anos e há 17 anos dedica sua vida à Educação e nos contou sobre sua escolha pela profissão, os desafios e falou sobre a importância desta data comemorativa. “Minha escolha profissional foi inspirada pelo meu pai, Gil Pieri, que também é professor e me mostrou, por meio de seu exemplo, o valor e a beleza de ensinar. Carrego comigo essa inspiração e o orgulho de fazer parte de uma profissão capaz de transformar vidas. Ao longo dessa trajetória, aprendi que ser professora vai muito além de transmitir conhecimentos. É acreditar no potencial de cada aluno, acolher suas dificuldades, incentivar seus sonhos e mostrar que ele é capaz de superar seus próprios limites. É entender que, muitas vezes, uma palavra de apoio ou um gesto de carinho pode fazer a diferença na vida de um estudante. A profissão também traz grandes desafios. Precisamos lidar com as diferentes necessidades de aprendizagem, as dificuldades do cotidiano escolar, as constantes mudanças na educação e, muitas vezes, com a falta de valorização. É uma caminhada que exige paciência, dedicação e resiliência. Apesar das adversidades, ver o crescimento dos alunos e saber que contribuímos para sua formação é o que dá sentido a tudo. Há dois anos, ingressei na Escola Estadual Horácio Soares, onde atuei como professora. Neste ano de 2026, assumi um novo desafio como coordenadora pedagógica, ampliando minha atuação e meu compromisso com a aprendizagem dos estudantes e o trabalho coletivo com os professores. Essa nova etapa tem sido uma oportunidade de crescimento e de fortalecimento do meu propósito de contribuir para uma educação cada vez melhor. Para mim, o Dia dos Professores é uma oportunidade de reconhecer a importância daqueles que, mesmo diante das dificuldades, continuam acreditando no poder da educação. Ser professor é plantar sementes sem saber exatamente quando florescerão, mas ter a esperança de que, um dia, farão a diferença. Tenho orgulho da minha trajetória e gratidão por tudo o que a educação me ensinou. Acredito que educar é transformar vidas e deixar marcas que vão muito além da sala de aula. É uma missão que exige coragem, mas que recompensa com a certeza de que podemos fazer a diferença no futuro de alguém”, ressaltou.

Dayanae 2

Dayane Araújo Rocha Iniciou sua carreira na Educação em 2013, como auxiliar de serviços gerais nas creches. “Depois atuei como auxiliar de sala em escolas particulares, dentro de mim já existia a paixão pela Educação, o amor pelas crianças. Consegui terminar a faculdade em 2019, e no ano seguinte já iniciei minha carreira oficialmente como professora. Justamente no ano da pandemia, Deus me abençoou com uma sala de 4º ano. A Educação não é um mar de rosas, enfrentamos muitos desafios diariamente, mas o que nos motiva todos os dias, é as crianças, o amor por ensinar. Logo após a pandemia, o amor pela Educação Especial sobressaiu dentro de mim, trabalhei na APAE, lugar que trouxe uma vasta experiência profissional. Hoje atuo em duas Unidades Escolares da Rede Municipal de Ourinhos, a EMEI Dona Josefina e o NEI Marupiara, enfrento desafios diariamente, mas para estar nessa profissão é preciso amar realmente as crianças, em meio de papéis invertidos, onde muitas das vezes não temos apoio das famílias. Mas ser professora hoje é motivo de muito orgulho para mim, pois não foi nada fácil chegar até aqui, mas Deus honrou minha história. Por fim, quero agradecer e dizer da gratidão imensa que tenho pelo amigo e hoje, nosso secretário de Educação, Rodrigo Mendes, pela oportunidade e reconhecimento, pois neste ano de 2026, tive o privilégio e honra de estar como gestora em uma escola da educação infantil, que era um grande desejo do meu coração, porém por motivos pessoais precisei adiar essa missão, tenho certeza que terei uma nova oportunidade e ainda quero viver esse sonho”, afirmou.  

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Taynara Caroline Domingues Ripoli, começou a trabalhar na área da Educação em 2018, quando era estagiária na EMEF Professora Adelaide Pedroso  Racanello e acompanhava uma criança com deficiência motora e intelectual. “Desde 2013 trabalho com crianças, comecei no projeto “Escola da Família” em Piraju, onde eu morava. Sempre estudei em escola pública, também era muito ativa, quando estava na oitava série, eu e meus amigos mais próximos conversamos com a diretora e propusemos de ter um Grêmio na escola, nossa chapa foi formada e teve votação com outras chapas e nós ganhamos vários anos seguidos, eu era a presidente, organizava tudo, fazíamos cupcake para vender na escola, colocávamos música no intervalo (e não era fácil, pois tínhamos que baixar música pelo “4SHARED”) mas eu amava pensar em tudo, conversar com todos, ler textos grandes, explicar para crianças menores como funcionava o grêmio e propostas… Seria um indicio para uma professora? Na época não me imaginava dando aula, não queria de jeito nenhum ser professora. Crianças gritando, falta de respeito, pouca valorização, “isso não é pra mim” eu pensava. Até que chegou o terceiro ano do ensino médio, fiz vestibular para Odontologia (eu não posso ver sangue que cai minha pressão) não passei, então fiz o ENEM e fui bem mas como trabalhava no projeto “Escola da Família” me indicaram para eu fazer matrícula na faculdade particular porque o projeto custeava a faculdade, eu tinha conhecido uma amiga que falou muito bem do curso de Serviço Social e eu me apaixonei, fiz então a matrícula pra este curso (mesmo sem condições para pagar matrícula e ônibus pois tinha que ir e voltar todos os dias da semana de Piraju-Avaré) fiz o primeiro semestre deste curso, mas sabe quando não é pra ser? Tudo que eu imaginei não deu certo, neste ano (2015) o projeto da Escola da Família acabou, fiquei com uma dívida enorme, descobri que estava grávida e meu namorado sofreu um grave acidente de moto, ficou quase 8 meses se recuperando. Meu filho nasceu em agosto de 2015, eu tinha 18 anos, tinha acabado de trancar a faculdade, uma dívida enorme, estava sem trabalhar mas não tinha desistido, pelo contrário, tudo isso me deu mais forças. Fiquei morando com minha mãe por mais um ano, fiz um curso de Administração e recebia um dinheirinho. Em 2016 fiz o ENEM novamente e fui muito bem, fiquei com a nota 960 na Redação e isso me ajudou. No começo de 2017 fui embora com meu “namorido” e nosso filho para Ourinhos, eu queria muito trabalhar e estudar, mas com criança pequena e sem ter nenhuma rede de apoio sabia que iria ser difícil, eu poderia ter escolhido fazer a faculdade de Direito, de Odonto ou continuar Serviço Social, pois minha nota do Enem foi muito boa, mas o coração não batia tão forte, até que pesquisando vi as matérias de Pedagogia e pensei “será?” Vou tentar! Pensei também na facilidade de trabalhar, pois me ajudaria muito um trabalho de meio período, assim poderia ficar mais tempo com meu filho, já que pra mim, cuidar e educar ele era tão importante quanto estudar. Então pelo SISU passei em primeiro lugar na UENP mas ainda não conseguiria pagar o ônibus e não tinha ninguém pra buscá-lo na escola, ainda teria que fazer matrícula dele na creche e o tempo não iria dar, então tentei PROUNI na UNOPAR e consegui! A faculdade era em Ourinhos, uma vez na semana presencial e os outros dias on-line, foi maravilhoso! Conseguia dar conta de tudo, mas ainda precisava trabalhar, foi quando, em 2018 procurei uma creche pro meu filho e assim que ele se adaptou fui procurar um serviço, e tive a oportunidade de fazer o estágio renumerado durante dois anos na escola Racanello, uma das melhores escolas da cidade. Era tanta alegria, tudo novo pra mim, e eu fazia com muito amor. Conheci professores maravilhosos e experientes e também alguns que já estavam cansados da escola. Fui começar a entender que tudo tem dois lados. Com a pandemia em 2020 eu já tinha terminado a faculdade, fiz um Instagram para mostrar as atividades que fazia com meu filho e foi tomando uma visibilidade muito boa, até que decidi começar a atender individualmente crianças em fase de alfabetização, fiz cursos para esta área, fiz recursos lúdicos e comprei materiais, assim comecei, atendia no fundo de casa, comecei cobrando 10 reais a aula e ano passado eu cobrava 50 reais a aula. Foi um sucesso, em 2022 fiz o processo seletivo grávida da minha segunda filha, em 2023 com minha filha já com 5 meses eu não via a hora de começar a trabalhar na escola, então tive a oportunidade de pegar aula na escola do meu bairro como professora de creche (apenas duas vezes na semana) arrumei uma babá e fui, quase não sobrava dinheiro pra mim, mas ia com tanta felicidade que nem me importava, e foi tudo dando tão certo, consegui mais algumas aulas de manhã (R.P. de alfabetização) também duas vezes na semana no período da manhã, eu conseguia ficar com minha bebê, buscar meu filho na escola, cuidar da casa, ficar com meu “namorido” e ainda dava as aulas particulares, eu era feliz. Desde então, faço processo seletivo todos os anos, cada ano pego aula em um lugar (infantil, 2º ano, maternal…) as vezes pego como AEE e as vezes como polivalente, fui aprendendo a amar a pedagogia aos poucos, ver o sorriso das crianças quando aprendem faz tudo valer a pena, acredito que o professor faz diferença na vida da criança, acreditar no potencial dela e fazer com que ela também acredite, é um incentivo que muitas vezes passa despercebido na casa, mas que é essencial no desenvolvimento dos pequenos, então eu creio que somos uma ferramenta importante e que isso é lindo, sim, não somos necessários apenas na aprendizagem significa, na aprendizagem da leitura, da escrita, nas contas de matemática, nos nomes dos países, continentes das plantas, dos animais, também somos necessários para o ensino social, ajudar a criança lidar com outras crianças, respeitar o próximo, conviver… Mas esse trabalho sem a família presente é muito difícil de acontecer, então sempre digo que por trás de um aluno bom há sempre uma família presente ou uma criança que está disposta e empenhada a ter um futuro melhor, e com esses requisitos junto com um professor que realiza bem o seu trabalho teremos um ótimo resultado. Claro que ainda temos muitos desafios, a falta de comunicação e de empenho da família, a pouca valorização, a cobrança do sistema, mas eu sempre faço o meu melhor… No começo eu levava muito trabalho pra casa, me dedicava ao extremo mas aos poucos fui entendendo que cuidar de mim e estar bem é tão importante quanto ter atividades legais para entregar as crianças, e assim comecei a me dar mais tempo de descanso e fazer coisas que eu gosto, pilates, yoga, musculação (não é algo que eu amo mas sei que é necessário para nossa saúde), cuido de mim como eu posso, assim fico mais disposta e paciente para cuidar dos meus pequenos (de dentro de casa e os da escola), acredito que ser professora é isso, sabermos olhar para as crianças e a realidade de cada um mas sem deixarmos de olhar pra nós”, afirmou.

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Edson Antunes dos Santos, carinhosamente chamado pelos alunos de “Edinho”, contou que escolheu e decidiu ser professor após uma experiência trabalhando com adolescentes em um projeto social da igreja que frequentava. “Fiz minha graduação quando já estava casado com dois filhos e só depois de 10 anos de formado, comecei a dar aulas no Estado, sou formado em Letras pelo UNIFIO e Pedagogia. Deixei uma profissão de 20 anos para iniciar na Educação, venho a 6 anos atuando como professor na Escola Estadual Dr. Ary Corrêa. Atualmente, nós professores passamos por mudanças na Educação, que vão desde o plano de carreira, valorização, reconhecimento, e quando menciono reconhecimento me refiro a: Políticos, sociedade e os alunos. Vivemos uma crise na educação pública, nosso desafio constante além da busca por melhores condições de trabalho é permanecermos motivados e acreditando na força da Educação, na diferença que a Educação pode exercer na vida dos nossos jovens. E a comemoração do dia dos professores, deve servir ou pelo menos deveria, para trazer uma reflexão sobre a importância da nossa profissão, as famílias precisam se unir a nossa categoria, pois temos a sensação de estarmos sozinhos em uma batalha que não é só nossa. O carinho e reconhecimento dos alunos talvez seja a melhor experiência na vida de um professor”, considera.

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Rubens Teixeira atua como professor há 32 anos e atualmente é vice-diretor da Escola Estadual Horácio Soares e falou sobre sua experiência ao longo de sua carreira. “Nesses anos todos, encontrei pessoas muito amáveis, algumas que já foram para outro plano, também tive decepções, mas assim é a vida, nem tudo é feito só de rosas., tem também os espinhos e temos que aprender a lidar com eles. Neste Dia do Professor, eu desejo a todos os professores, um feliz dia a todos e é uma pena, que infelizmente ser professor, me dá a entender que está em extinção, hoje temos um descaso muito grande, tanto da parte política como social. Mas nós professores não podemos pensar que estamos aqui para encarar a profissão como se fosse um sacerdócio, mas não é, somos profissionais que merecemos ser valorizados, tanto a governança como a sociedade precisam valorizar o professor, os alunos também, pois assim como nós damos amor, compreensão e atenção aos filhos de vocês pais, também necessitamos receber o mesmo, precisamos receber deles também. É lamentável o que vemos pelas redes sociais, de professores sendo agredidos tanto por alunos como pelos seus pais. Apesar de tudo isso, desejo um feliz e abençoado dia a todos os professores e quero tecer aqui uma homenagem ao nosso diretor Jair Conti Jr., a quem considero não apenas um grande profissional, mas também como um irmão”, destacou.                    

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