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Rebeca Andrade é tricampeã mundial no salto após pausa para cuidar da saúde; vídeo

Aos 27 anos, Rebeca Andrade conquistou o ouro neste sábado (24), na Holanda, após um período longe das competições e se tonou tricampeã do salto mundial. - Foto: MeloGym/CBG
Aos 27 anos, Rebeca Andrade conquistou o ouro neste sábado (24), na Holanda, após um período longe das competições e se tonou tricampeã do salto mundial. – Foto: MeloGym/CBG
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Ela voltou e voltou com tudo! Rebeca Andrade, de 27 anos, conquistou neste sábado (24) a medalha de ouro no salto do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã, na Holanda. A brasileira se tornou tricampeã mundial do aparelho e chegou à décima medalha em Mundiais. A conquista teve um significado especial: veio depois do período de afastamento dela das competições para cuidar da saúde física e mental.

Rebeca somou 14,466 pontos na final, superando duas norte-americanas: Claire Pease, que ficou com a prata, com 14,233, e Skye Blakely, bronze, com 14,166. Da arquibancada, Simone Biles, uma das maiores estrelas da história da ginástica, acompanhou a apresentação da brasileira.

“Não fiz os saltos mais difíceis da minha carreira, mas isso foi suficiente para ganhar o ouro e estou satisfeita”, comemorou Rebeca, em entrevista à Globo. A declaração resume uma vitória importante na trajetória da atleta: depois de enfrentar cinco cirurgias no joelho, ela passou a priorizar a saúde e a preservação do corpo.

Rebeca Andrade faz história mais uma vez

O título deste sábado foi o terceiro de Rebeca no salto em Campeonatos Mundiais. Ela já havia conquistado o ouro em 2021, no Japão, e em 2023, na Bélgica. Com o resultado, a ginasta se tornou a primeira brasileira a vencer três vezes uma mesma prova em Mundiais de ginástica artística.

Na história da competição, apenas a chinesa Cheng Fei havia conquistado três títulos mundiais no salto. Rebeca agora soma dez medalhas em Campeonatos Mundiais: quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes.

Ela também é a maior medalhista olímpica da história do Brasil, com seis medalhas: dois ouros, três pratas e um bronze.

A pausa para cuidar da saúde

A vitória ganha ainda mais importância quando se olha para o caminho percorrido pela brasileira. Depois dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, Rebeca decidiu diminuir o ritmo das competições. Ela não disputou o Mundial de 2025 e dedicou parte do período à recuperação física e mental.

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A ginasta já passou por cinco cirurgias no joelho e precisou adaptar a rotina para continuar competindo em alto nível. Em agosto de 2025, anunciou que não voltaria a disputar o solo, aparelho no qual conquistou o ouro olímpico em Paris.

A decisão foi tomada para reduzir o impacto sobre os joelhos e prolongar a carreira. “Não quero mais fazer solo, mantenho meu pensamento. Escolho respeitar isso e acho que tenho direito de respeitar isso também”, afirmou Rebeca após a conquista deste sábado.

Dois saltos e mais um ouro para o Brasil

Rebeca chegou à final com a melhor pontuação da fase classificatória. Na disputa pelo título, começou com um Yurchenko com dupla pirueta e recebeu 14,400 pontos. No segundo salto, executou o Lopez e conseguiu 14,133.

Com a bonificação prevista pelas regras, a média final chegou a 14,466. Mesmo sem apresentar os saltos de maior dificuldade da carreira, Rebeca conseguiu superar as adversárias pela qualidade da execução.

A vitória também marcou o retorno do Brasil ao pódio de um Campeonato Mundial depois da ausência de medalhas na edição de 2025.

Simone Biles acompanhou a conquista

Um detalhe especial da final foi a presença de Simone Biles na arquibancada. A norte-americana, que soma 30 medalhas em Mundiais e 11 em Jogos Olímpicos, esteve em Roterdã como convidada de honra.

Biles não disputou o campeonato, mas acompanhou a apresentação da amiga brasileira, com quem protagonizou momentos históricos nos Jogos de Paris.

A conquista deste sábado também coloca Rebeca entre as dez atletas com mais medalhas individuais na história dos Mundiais de ginástica artística.

Próximo desafio

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Rebeca já pensa nos próximos objetivos da carreira, especialmente no ciclo para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

E o Brasil ainda poderá conquistar outra medalha no Mundial de Roterdã.

Flávia Saraiva disputará a final da trave neste domingo (25), a partir das 10h, pelo horário de Brasília.

Assista ao vídeo e a entrevista de Rebeca Andrade, nossa tricampeã mundial:

 

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Fonte: Só Notícia Boa

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