O caseiro Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, foi condenado a 26 anos de prisão pelo assassinato e ocultação do cadáver de Dagmar Grimm Streger, que tinha 76 anos. A vítima foi morta em uma propriedade rural na região do Rio Verde, em Bauru (SP).
Durante o julgamento, realizado em 21 de setembro, Paulo assumiu toda a responsabilidade pelo crime de latrocínio e pela ocultação do corpo. Ele alegou que a mulher dele, Daniela dos Santos Vieira, de 40 anos, estava dormindo no momento da ação. A ré, que estava presa preventivamente, foi considerada inocente pela Justiça na participação no crime e foi solta no dia 23 de outubro.
Em fevereiro, a Polícia Civil havia concluído o inquérito e indiciado o casal por latrocínio — roubo seguido de morte — e ocultação de cadáver. Na ocasião, as prisões foram convertidas em preventivas enquanto aguardavam a decisão judicial.
O caso começou a ser investigado após o desaparecimento da idosa, vista pela última vez no dia 19 de dezembro de 2025. O sumiço passou a ser apurado oficialmente no dia 22, quando familiares registraram boletim de ocorrência.
Em 24 de dezembro do ano passado, o casal que trabalhava e morava no sítio foi preso. Segundo a Polícia, eles confessaram informalmente envolvimento no crime e indicaram que o corpo teria sido jogado em um poço desativado na propriedade.
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Casal é preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de idosa em área rural de Bauru — Foto: Facebook/reprodução
Mais de 30 metros de escavações
As buscas começaram em 30 de dezembro e se estenderam por 23 dias. A operação mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da prefeitura.
Foi necessário o uso de maquinário pesado e a demolição da casa da vítima para ampliar o acesso ao poço e garantir a segurança dos trabalhos.
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Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi encontrada morta em um poço desativado no sítio onde morava, em Bauru (SP) — Foto: Andressa Lara/TV TEM
Cerca de 30 metros de profundidade foram escavados até que o corpo fosse encontrado, em 22 de janeiro deste ano, dentro de um poço desativado — conhecido como poço caipira, usado para captação de água — localizado no sítio onde Dagmar morava.
De acordo com a perícia do Instituto Médico Legal (IML) feita na época, o corpo apresentava lesão no crânio compatível com agressão.
Não foram encontrados vestígios de terra ou detritos nas vias respiratórias, o que indica que Dagmar foi morta antes de ser jogada no poço. Sacos de adubo teriam sido colocados sobre o corpo na tentativa de mascarar o odor da decomposição.
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Corpo de Dagmar Grimm Streger foi encontrado com um ferimento na cabeça, confirmando a versão de caseiros sobre crime — Foto: TV TEM/Reprodução
A investigação também identificou transações bancárias entre as contas dos envolvidos. Em poucas semanas, foram realizadas mais de 100 transferências via Pix da conta de Dagmar para a conta de Daniela, somando mais de R$ 22 mil. Daniela afirma que não realizou as operações e sustenta que os valores foram enviados pela própria vítima.
Nos depoimentos durante as investigações, Paulo Henrique chegou a tentar atribuir a responsabilidade pelo assassinato ao filho do casal, um adolescente que tinha 14 anos na época do crime. Daniela contestou a versão e afirmou que o marido foi o autor do crime.
Até a última atualização do caso, o jovem estava em acompanhamento em um abrigo em Avaré, junto com os irmãos.
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Cerca de 30 metros foram escavados em sítio para encontrar corpo de idosa — Foto: Andressa Lara/TV TEM
Fonte Original: G1 Bauru e Marília







