🐶 😺 A revoada de cupins (ou siriris e aleluias), comum em dias quentes e úmidos, representa um risco para cães e gatos. Embora os insetos não transmitam doenças, a ingestão pode causar intoxicação nos pets, alerta a médica veterinária Paula Prata, de Sorocaba (SP). O perigo está nos fungos ou resíduos de inseticidas que os cupins podem carregar.
“Os insetos surgem em grande quantidade em períodos mais úmidos e costumam atrair facilmente a atenção dos cães e gatos, que acabam ingerindo os cupins por curiosidade ou brincadeira. Com isso, eles podem causar alterações gastrointestinais e diversas reações nos pets”, explica.
Segundo a veterinária, a ingestão de poucos insetos geralmente causa apenas um desconforto leve. O risco maior ocorre quando os cupins estão contaminados com inseticidas ou fungos. Nesses casos, os tutores devem ficar atentos aos seguintes sinais:
- Vômitos;
- Fezes amolecidas ou diarreia;
- Salivação excessiva;
- Coceira na região da boca;
- Inquietação.
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Médica veterinária de Sorocaba (SP) explica que cupins podem intoxicar cães — Foto: Fernanda Cordeiro/g1
“Em situações mais raras, podem aparecer tremores, apatia ou falta de apetite, principalmente se houver ingestão em grande quantidade ou contato com substâncias tóxicas presentes no ambiente”, pontua.
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Gatos podem ingerir cupins e sofrer intoxicação, aponta veterinária de Sorocaba (SP) — Foto: Arquivo Pessoal/Yasmin Mendes Deodato
Raquel Silveira, uma moradora de Sorocaba, contou ao g1 que sua gata, chamada Nina, é um exemplo de pet que vive atrás dos cupins.
“As portas da minha casa são de madeira e um pouco velhas. Por conta disso, os cupins vivem entrando no interior delas. A Nina, minha gatinha preta, vive mordendo as portas atrás deles. Mas vamos trocar algumas portas e já estamos de olho nela”, diz.
Nestes casos, a orientação, segundo a especialista, é retirar o animal do local para evitar que ele continue ingerindo os insetos. Além disso, é necessário observar o comportamento do pet nas próximas horas.
“Caso apareçam vômitos, diarreia, tremores ou qualquer sinal diferente, o responsável deve procurar atendimento veterinário. Não é recomendado medicar por conta própria, pois alguns medicamentos podem piorar o quadro”, acrescenta.
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Veterinária de Sorocaba (SP) alerta para intoxicação em pets após ingerirem cupins — Foto: Patrícia Aline/Isabella Silva/Arquivo Pessoal
🔍🐕 Como prevenir
Para evitar que os pets comam os insetos, a prevenção é o melhor caminho. “Durante os períodos de chuva, é importante apagar luzes externas próximas às janelas, usar telas de proteção e evitar deixar os pets soltos em áreas onde há grande quantidade de cupins”, complementa.
De acordo com a veterinária, os cupins são atraídos por luz e costumam aparecer em dias quentes e úmidos, principalmente após chuvas.
“Locais com madeira em excesso, jardins com entulhos, frestas em paredes ou muita umidade favorecem a instalação e proliferação. Nessas situações, é importante redobrar a atenção com cães, gatos e pets não convencionais, porque eles tendem a tentar caçar ou comer os insetos”, finaliza.
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Médica veterinária de Sorocaba (SP) orienta sobre como prevenir intoxicações por ingestão de cupins em cães e gatos — Foto: Yasmin Mendes Deodato
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Médica veterinária Paula Nochelli Prata, moradora de Sorocaba (SP) — Foto: Paula Nochelli Prata
Fonte Original: G1 Bauru e Marília









