Dois meses após o início dos testes em um braço do Rio Tietê, em Sabino (SP), as 14 boias inteligentes instaladas pelo governo estadual reduziram em 91% a proliferação de algas na água. Após 245 dias de interdição, a Praia Municipal de Sabino voltou a ser liberada para o banho.
Os primeiros resultados do projeto-piloto foram divulgados após uma expedição de três dias realizada por equipes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) ao longo do percurso do rio.
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A avaliação faz parte do programa Integra Tietê, que percorreu de barco o trecho entre Barra Bonita e Sabino coletando amostras para mapear a qualidade da água.
“A função das boias é controlar o crescimento das algas. Elas emitem ondas de ultrassom e aí a gente não tem mais a presença das algas, que produzem toxinas e impedem o uso da água. É muito importante para o turismo, porque toda a região utiliza as praias de Sabino para lazer. O objetivo é recuperar o uso do rio”, afirmou à TV TEM o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo.
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Equipes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) ao longo do percurso do rio Tietê durante expedição. — Foto: Andressa Lara/TV TEM
Durante o percurso, técnicos vistoriaram a área de 960 mil metros quadrados do Córrego do Esgotão, o equivalente a mais de 130 campos de futebol, onde as 14 boias tecnológicas estão em operação contínua desde julho. Na vistoria, foi atestada a redução de 91% na proliferação de algas na água.
A proliferação de plantas aquáticas e algas com toxinas é um problema histórico na calha do Tietê, que compromete a pesca, a navegação e o turismo regional.
Além de conter a degradação ambiental no córrego que banha a Praia Municipal de Sabino, as boias possuem sensores que permitem à população acompanhar em tempo real se a água está própria para banho. Com o indicativo positivo dos testes, o estado prevê expandir a tecnologia para outros municípios paulistas.
Projeto piloto para limpar o Rio Tietê
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14 boias inteligentes reduzem em 91% proliferação de algas no Rio Tietê após dois meses de testes — Foto: Andressa Lara/TV TEM
Ao todo, 14 boias inteligentes foram instaladas no dia 20 de julho em um braço do Rio Tietê, em Sabino (SP). O projeto-piloto do Governo de São Paulo utiliza ondas de ultrassom para reduzir a proliferação de algas e melhorar a balneabilidade da Praia Municipal, um dos principais pontos turísticos da região.
Segundo a Cetesb, o sistema funciona por meio da emissão de ondas de ultrassom, que impedem a concentração das algas na superfície da água. A tecnologia reduz a formação da chamada “nata verde” sem utilizar produtos químicos e sem causar impactos à fauna, à flora ou aos demais organismos aquáticos.
As boias são desenvolvidas na Holanda e já aplicadas em mais de 60 países, os equipamentos funcionam alimentados por energia solar e emitem ondas de ultrassom 24 horas por dia.
O mecanismo impede que as algas e os aguapés flutuem até a superfície para realizar fotossíntese, bloqueando o seu desenvolvimento e evitando a formação da chamada “nata verde”.
Além do monitoramento por meio das boias, a população pode acompanhar as condições de balneabilidade da Praia Municipal de Sabino pelo aplicativo da Cetesb.
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Boias inteligentes são instaladas para combater proliferação de algas em braço do Rio Tietê em Sabino — Foto: TV TEM/Reprodução
VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
Fonte Original: G1 Bauru e Marília









