Por Humberto Tobé e Fatima Crhistine*

No município de Ourinhos, importante referência em saúde para o sudoeste paulista, a eficiência da administração pública está diretamente ligada à qualidade da gestão dos contratos firmados pelo poder público. A cidade concentra hospitais, unidades especializadas e serviços que atendem não apenas sua população, mas também pacientes de diversos municípios da região, consolidando-se como um polo regional de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse cenário exige uma estrutura administrativa capaz de garantir que contratos relacionados ao fornecimento de medicamentos, manutenção de equipamentos, obras, exames e serviços hospitalares sejam executados com qualidade e dentro dos prazos estabelecidos. Nos últimos anos, o Governo Federal ampliou investimentos para fortalecer o SUS, especialmente por meio de programas voltados à expansão da infraestrutura e da assistência. Entretanto, a efetividade desses recursos depende de uma gestão contratual eficiente, capaz de transformar investimentos públicos em serviços concretos para a população.
A boa governança dos contratos administrativos tem sido apontada como um dos pilares da administração pública moderna. O jurista Marçal Justen Filho, uma das principais referências brasileiras em Direito Administrativo, sustenta que a contratação pública não se encerra com a assinatura do contrato, mas exige acompanhamento permanente para assegurar o cumprimento do interesse público. Esse entendimento converge com o conteúdo estudado sobre gestão e acompanhamento dos contratos públicos, que destaca que uma fiscalização eficiente é essencial para garantir economicidade, eficiência e a efetiva entrega dos bens e serviços contratados, prevenindo falhas como obras inacabadas, pagamentos indevidos e serviços executados de forma inadequada. Na área da saúde, essa fiscalização representa muito mais do que um procedimento administrativo. Ela é determinante para assegurar o abastecimento de medicamentos, o funcionamento dos equipamentos hospitalares e a continuidade dos atendimentos oferecidos pelo SUS.
Nesse contexto, fortalecer a saúde pública exige compreender que licitação, contrato e fiscalização fazem parte de uma mesma política pública. Em cidades como Ourinhos, onde a demanda regional cresce continuamente e os investimentos precisam ser aplicados com máxima eficiência, a gestão contratual torna-se uma ferramenta estratégica para proteger os recursos públicos e garantir melhores serviços à população. Mais do que cumprir exigências legais, acompanhar contratos administrativos significa assegurar que cada investimento realizado pelo Governo Federal, pelo Estado ou pelo Município produza resultados efetivos. Afinal, uma gestão pública eficiente não é medida apenas pelos recursos que recebe, mas pela capacidade de transformá-los em atendimento digno, infraestrutura de qualidade e maior confiança da sociedade nas instituições públicas.

- Humberto Tobé é Pós-Graduado em Gestão da Saúde Pública, trabalha na interlocução com prefeitos, vereadores, gestores municipais e representantes da área da saúde dos municípios paulistas.
- Fatima Crhistine é mestranda em Políticas Públicas pela Universidade Católica de Brasília (UCB), graduada em Economia e Pedagogia, com pós-graduação em Educação Parental e Socioemocional.








