🔥 VAGAS DE EMPREGO
Buscando vagas recentes...

‘Não tinha escolha a não ser andar de ré’, afirma vereadora que matou idoso atropelado em Timburi

Em audiência realizada no dia 19 de novembro, Ana Carla Teles assumiu que trafegava em marcha ré. Acusação ainda apresentou uma testemunha que afirma ter visto a parlamentar guardar o carro após atingir o aposentado

Foto: Divulgação/Câmera de Segurança

Na data em que completou um ano que Sebastião Silvestre de Faria, de 85 anos, foi vítima de um atropelamento causado pela vereadora Ana Carla Teles (Podemos), em Timburi, e morreu, o caso tem um novo capítulo.


--- Publicidade 1 ---

Anúncio 1

Em seu depoimento durante a audiência preliminar realizada dia 19 de novembro pelo Tribunal de justiça do Estado de São Paulo, comandado pela comarca de Piraju, a acusada admitiu o atropelamento e assumiu que costumava trafegar em marcha ré pela via.

A parlamentar afirmou que “não tinha escolha a não ser andar de ré” para poder sair da rua, que costuma frequentar todos os dias por ser onde seus pais moram. Apesar de dizer que estava andando devagar, a perícia judicial constatou que ela trafegava na velocidade de 31,5 km/h, sendo que a velocidade máxima permitida na via é de 30 km/h.


--- Publicidade 2 ---

Anúncio 2

Na audiência, ela disse, ainda, que todas as pessoas costumam andar em marcha ré no local, por ser uma rua estreita. Além da acusada, foram ouvidos moradores da cidade, que afirmaram que a vereadora costuma dirigir em alta velocidade, e uma testemunha que presenciou o acidente que vitimou o idoso.

Video: Divulgação/Idoso morre após ser atropelado por vereadora de Timburi (SP)

Testemunha ocular

Segundo a testemunha – que trabalha em um posto de combustíveis que fica cerca de 50 metros do local do atropelamento – a vereadora estava andando em alta velocidade e trafegou por cerca de 600 metros em marcha ré na rua e que ouviu o motor do veículo engasgando quando viu já tinha atropelado o idoso (sic) Ela também contou que, após o atropelamento, a acusada guardou o carro na garagem da casa de parentes antes de prestar socorro à vítima.

Terminada esta primeira fase do processo, será aberto o prazo para as alegações finais, tanto da defesa quanto da acusação, junto ao Ministério Público de São Paulo, ainda sem data agendada. 

Relembre o caso

No dia 19 de novembro de 2024, a vereadora  Ana Carla Teles (Podemos), que trafegava em marcha ré – e acima da velocidade permitida – pela rua Rua Mário de Andrade, em Timburi, atropelou o idoso enquanto ele atravessava a via, localizada em frente à residência do falecido.

O idoso até tentou escapar do acidente, sem sucesso, quase se chocando com um poste ao ser atingido pelo carro da vereadora. O atropelamento ocorreu às 10h55 da manhã e uma câmera de segurança instalada em uma rua paralela registrou toda a ação.

Segundo o boletim médico, o idoso deu entrada no Hospital Santa Casa de Ourinhos (SP) às 17h30 da mesma data, com fraturas em seis costelas do lado direito, no púbis e no acetábulo (região do quadril), além de apresentar muita dor, mesmo após a analgesia.


--- Publicidade 3 ---

Anúncio 3

O falecimento, segundo consta no atestado de óbito, foi declarado às 17h30 do dia 20 de novembro, por politraumatismo causado em acidente automobilístico – atropelamento.

Testemunhas relataram ainda que, mesmo após a morte de Sebastião Silvestre Faria, a vereadora permanece dirigindo na marcha ré pela cidade, causando medo entre os moradores.

Confissão nas redes sociais

No mesmo dia do acidente (19), Ana Carla Teles foi até as redes sociais e gravou um vídeo relatando o atropelamento. Nele, a mesma confessa que atropelou o idoso. “Sim, eu bati o carro em um senhor… Nessa rua, eu estava descendo de ré”, confessa a vereadora. Com a manifestação da população no vídeo publicado em suas redes sociais, Ana Carla Teles retirou a postagem.

Vídeo: Vereadora Ana Carla Teles
Vídeos da vereadora Ana Carla Teles (Podemos)

Perseguição

Desde o ocorrido, Ana Carla abriu dois processos de calúnia e difamação contra alguns familiares do idoso. A vereadora perdeu o primeiro processo apresentado na comarca de Piraju (SP) e, posteriormente, entrou com mais uma ação, desta vez, em Sorocaba (SP), que também não foi acatada pela Justiça.

Além das ações da Justiça, a vereadora continua realizando postagens tentando amenizar o caso e, inclusive, ofendendo os familiares do idoso. De acordo com a Lei 14.811/2024, intimidar ou difamar uma pessoa por meio de ambientes virtuais é considerado cyberbullying, passível de multa e reclusão de dois a quatro anos.

Sebastião e família: 

Créditos: Divulgação

Fonte: Agência Maktub Comunicação

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Visitados