
Um vídeo gravado logo após o atropelamento de uma jovem de 29 anos na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru (SP), mostra pessoas que passavam pelo local questionando o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) durante a ocorrência em que uma mulher foi dada como morta por engano.
Nas imagens, é possível ver Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, caída no asfalto, enquanto a mãe dela tenta se aproximar do corpo e é impedida pelos socorristas, que cobrem a jovem com a manta térmica.
Durante a gravação, a mulher que registra as imagens alerta aos socorristas: “Ela está viva! A moça tá respirando, eu estou vendo!”. Ainda no vídeo, é possível ver a mãe de Fernanda em desespero, tentando se aproximar da filha enquanto questiona os socorristas sobre o estado de saúde dela.
“Pelo amor de Deus, minha filha morreu? Moça, minha filha morreu? Fala a verdade!”, diz a mãe aos socorristas.
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Segundo o boletim de ocorrência, a morte de Fernanda chegou a ser constatada no local do acidente pela equipe do Samu. Ainda de acordo com o registro policial, quando os policiais rodoviários chegaram ao local do acidente, a equipe do Samu já havia deixado a área.
Com a confirmação do óbito, a pista chegou a ser parcialmente interditada e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para remoção do corpo. No entanto, pouco depois, um socorrista da concessionária que administra a via percebeu movimentos respiratórios de Fernanda e iniciou imediatamente as manobras de reanimação.
A mãe da mulher que foi declarada morta por engano disse que ficou em choque e “nem sabia no que acreditar” ao receber a informação de que ela estaria viva.
Após a constatação dos sinais vitais, Fernanda foi socorrida e levada ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.
Em nota, a Prefeitura de Bauru, responsável pelo Samu no município, informou que apura os fatos relacionados ao atendimento e que, caso seja constatada qualquer irregularidade, serão adotadas as devidas providências, conforme os protocolos e normas vigentes.
A direção do Samu informou que abriu uma sindicância interna para apurar possíveis falhas no atendimento e afastou a médica que atestou o óbito até a conclusão da investigação.
Ainda no comunicado, o município manifestou solidariedade à paciente e aos seus familiares e destacou que “o caso está sendo tratado com prioridade e responsabilidade, diante da gravidade da situação”.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o motorista do carro envolvido no atropelamento parou para prestar socorro, foi ouvido e submetido ao teste do etilômetro.
O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru.
Fonte Original: G1 Bauru e Marília








