Crime ocorreu em 2024; vítima foi encontrada carbonizada em um canavial e identificada posteriormente por exame de DNA

O Tribunal do Júri da Comarca de Ourinhos condenou, na última quinta-feira (12), o réu Reinaldo Benedito Siqueira, de 47 anos, pelo assassinato de Solange Gomes, de 44 anos. A pena foi fixada em 14 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado.
De acordo com as investigações apresentadas durante o julgamento, a vítima foi morta por asfixia. Após o homicídio, o autor ateou fogo no corpo, com o objetivo de ocultar vestígios do crime e dificultar a identificação.
Os restos mortais foram encontrados em 13 de julho de 2024, em um canavial próximo à ponte do Rio Pardo, nas imediações da Rodovia Orlando Quagliato. Devido ao estado do corpo, a identificação da vítima só foi possível posteriormente por meio de exames de DNA.
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Durante o julgamento, o Conselho de Sentença — composto por sete jurados — analisou as teses da acusação e da defesa. O Ministério Público sustentou que o caso configurava feminicídio e ocultação de cadáver.
O acusado estava preso desde agosto de 2024, quando teve a prisão convertida em preventiva durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil. Em depoimento, ele chegou a confessar o crime, alegando que houve um desentendimento financeiro com a vítima após um encontro.
Com a decisão do júri, o caso chega a uma definição em primeira instância, após ter causado grande repercussão na região de Ourinhos.










