
Imagem: KYODO/via REUTERS
A empresa japonesa Habita pediu desculpas ao revelar que dois funcionários morreram depois que voltaram a um shopping em Kumamoto para guardar dinheiro em um cofre. O local explodiu e desabou após um terremoto na semana passada.
O que aconteceu
Os dois morreram na explosão que atingiu o Aeon Mall Kumamoto, na cidade de Kashima, após o terremoto de 28 de julho. De acordo com a imprensa japonesa, a organização afirmou que eles tinham deixado o prédio, mas retornaram ao segundo andar para guardar o dinheiro do caixa em um cofre.
A orientação para voltar ao shopping teria sido repassada cerca de 50 minutos depois do tremor. A Habita disse que a ordem partiu de um gerente de vendas e chegou aos funcionários por meio do gerente da loja.
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A empresa afirmou que os funcionários foram instruídos a pedir autorização à administração do Aeon antes de reentrar no local. A Habita disse, porém, que não sabe se essa autorização chegou a ser obtida.
O gerente de vendas Yuse Koji disse que a decisão foi um erro. “Acho que a ordem foi inadequada. Lamento profundamente”, afirmou. Executivos da Habita procuraram familiares das vítimas e apresentaram um relato do que ocorreu.
A mãe de uma das vítimas, Kurumi Otake, 22, reagiu à desculpa da empresa durante o velório. “Minha filha não vai voltar”, disse, segundo relatos publicados pela imprensa local.
Um parente de Otake contou que ela encontrou a tia e a prima do lado de fora após evacuar o shopping, mas disse que precisava voltar ao trabalho. Ele relatou que as duas tentaram impedir o retorno e alertaram sobre o risco.
O familiar disse que a tia e a prima pediram que ela não reentrasse no prédio. “É perigoso. Você não deve voltar”, disseram, de acordo com o relato.
Explosão e impacto do terremoto
A explosão no Aeon Mall Kumamoto deixou sete mortos, segundo as autoridades locais. As operações de busca e resgate no local terminaram no sábado. O terremoto deixou ao menos 34 pessoas mortas.
O terremoto atingiu a região de Kumamoto às 16h27 (horário local) e chegou à intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa. A Agência Meteorológica do Japão registrou magnitude 7,1, enquanto o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) estimou magnitude 6,8.
Mais de 9.200 pessoas seguem em abrigos e a recuperação ainda afeta serviços essenciais na província. As autoridades continuam apurando parte das mortes associadas ao terremoto, segundo o Tokyo Weekender.
FONTE: UOL








