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Cursos de medicina das regiões de Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Bauru tiveram baixo desempenho no Enamed 2025

Cursos de Medicina de sete instituições nas regiões de Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Bauru ficaram entre os que tiveram pior desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e vão sofrer sanções. No total, 107 dos 351 cursos avaliados em todo o Brasil receberam notas 1 ou 2.

O levantamento feito pelo g1 teve como base o resultado da primeira edição do Enamed, divulgado pelo Ministério da educação (MEC), nesta segunda-feira (19).

Na região de presidente Prudente, duas faculdades que oferecem o curso de Medicina, localizadas em Dracena e Adamantina, receberam nota 1 no Enamed, o pior desempenho da avaliação. A nota máxima possível é 5.

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Na região de Bauru, a faculdade de Marília ficou com nota 2 no exame. Em São José do Rio Preto, uma faculdade recebeu nota 1. Ainda na região de Rio Preto, outras três faculdades, localizadas em Santa Fé do Sul, Fernandópolis e Penápolis, também passaram pela avaliação e receberam notas 1 e 2. Confira a lista abaixo:

Região de Presidente Prudente

  • Dracena – Faculdade de Dracena (Unifadra): nota 1
  • Adamantina – Centro Universitário de Adamantina (FAI): nota 1

Região de Bauru

  • Marília – Universidade de Marília (Unimar): nota 2

Região de Rio Preto

  • Santa Fé do Sul – Centro Universitário de Santa Fé Do Sul (Unifunec): nota 2
  • Penápolis – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Penápolis (Fafipe): nota 2
  • São José do Rio Preto – União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago): nota 1
  • Fernandópolis – Universidade Brasil (UB): nota 1

O que vai acontecer com os cursos 1 e 2?

As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas a penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução no número de vagas para ingresso, enquanto aqueles com conceito 1 terão a suspensão total da entrada de novos estudantes.

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Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro da Educação, Camilo Santana, informou que, das 107 instituições avaliadas, apenas 99 estarão sujeitas a penalidades, já que faculdades estaduais e municipais não são geridas pelo ministério. Até o momento, não há confirmação se as instituições citadas acima se enquadram nesses critérios.

O que acontece agora com os cursos:

  • 8 cursos não poderão receber novos alunos e estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
  • 13 cursos terão de reduzir pela metade o número de vagas e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
  • 33 cursos deverão reduzir em 25% o número de vagas, além de ficarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
  • 45 cursos ficam impedidos de ampliar o número de vagas.
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Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as instituições terão um prazo para apresentar defesa. Ele reforçou que o objetivo das medidas é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, posteriormente, será atendida por esses profissionais.

“É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino”, disse Camilo.

O que dizem as instituições

Em nota, a Unifadra de Dracena disse que a instituição ainda não foi formalmente notificada do resultado pelo Ministério da Educação (MEC) e que esta é a primeira participação do Curso de Medicina da Unifadra neste formato do Enamed. “Inexistindo, portanto, histórico de notas anteriores nesse mesmo instrumento avaliativo.”

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“A faculdade se posiciona de forma contrária aos métodos utilizados para o cálculo do conceito final. Isso porque o edital do exame, publicado em junho/2025, não divulgou a metodologia que seria utilizada para o cálculo do conceito”, disse em nota.

Segundo a faculdade de Dracena, as notas técnicas sobre como seria o cálculo foram publicadas apenas em dezembro de 2025, após a aplicação da prova, que foi realizada em 19 de outubro do mesmo ano.

Segundo a diretoria da Unifadra, o curso de Medicina na faculdade possui nota média de 4,46, em escala de 1 a 5, avaliadas pelo MEC e que, diante da situação com o Enamed, adotará todas as medidas cabíveis para garantir a revisão da metodologia para o cálculo do conceito divulgado.

O Centro Universitário FAI de Adamantina informou, por meio de nota, que tomou conhecimento do resultado divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) referente à primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

“A instituição respeita e valoriza os processos de avaliação conduzidos pelos órgãos oficiais e reafirma seu compromisso com a qualidade da formação médica, com a melhoria contínua do curso e com a transparência no diálogo com a comunidade acadêmica e a sociedade”, afirmou.

Ainda segundo a nota, a FAI informou que está realizando uma análise técnica detalhada dos critérios, indicadores e dados que compõem o resultado divulgado, com o objetivo de compreender integralmente os fatores que influenciaram a nota atribuída e definir eventuais medidas institucionais cabíveis, dentro dos trâmites previstos pelo MEC.

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A instituição reforçou que mantém suas atividades acadêmicas regulares e que permanece à disposição dos órgãos competentes para prestar os esclarecimentos necessários, assim como da imprensa e da comunidade, conforme as informações oficialmente consolidadas.

Já a Unimar, de Marília, informou em nota que o curso de Medicina obteve nota máxima em recente visita in loco do Ministério da Educação, “confirmando a excelência de seu projeto pedagógico, infraestrutura, corpo docente e metodologia”.

“A Universidade recebeu com estranheza os resultados do Enamed, especialmente diante do reconhecimento, pelo Inep, de inconsistências nos dados utilizados para o cálculo das notas, em razão da aplicação de nota de corte diferente da previamente estabelecida”, continuou.

Diante disso, a Unimar informou que foi comunicada de que terá garantido o direito à ampla defesa e ao contraditório, que o curso permanece reconhecido e autorizado pelo MEC e que seguirá adotando as medidas institucionais cabíveis para assegurar a correção dos dados e a preservação dos direitos de sua comunidade acadêmica.

Instituições de Rio Preto

A Unilago de Rio Preto esclareceu, em nota, que esse resultado corresponde a um único componente do sistema de avaliação do Ministério da Educação (MEC) e não representa, de forma isolada, a qualidade global do curso.

“Historicamente, o conceito final do curso de Medicina da Unilago nunca foi inferior a 3, índice considerado satisfatório de acordo com os parâmetros oficiais de avaliação do MEC”, informou.

A instituição também reforçou, em nota, que realiza investimentos contínuos, como a construção de um hospital-escola, além da capacitação permanente do corpo docente e da ampliação constante dos campos de prática e estágio.

Também por meio de nota, a Fadipe, de Penápolis, informou que o resultado do Enamed 2025 já “reflete avanços, fruto das ações implementadas no último ano, e a instituição segue trabalhando e se dedicando à melhoria contínua do curso.”

A faculdade ainda informou que todas as instituições aguardam as diretrizes do Ministério da Educação (MEC), já que, até a tarde desta segunda-feira, nenhuma penalidade havia sido oficialmente comunicada pelo governo.

A Universidade Brasil de Fernandópolis ressaltou, em nota, que avalia os critérios utilizados pelo Inep, levando em consideração as regras de cálculo previamente informadas para que a nota divulgada seja reavaliada.

O g1 também solicitou um posicionamento ao Centro Universitário de Santa Fé do Sul, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.


Fonte Original: G1 Bauru e Marília

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