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Menina faz apelo em meio às queimadas no Amazonas: “Não conseguimos respirar”; vídeo

Imagens mostram queimadas registradas no Amazonas durante o período de estiagem e a "Oncinha do Amazonas" gravou um vídeo fazendo apelo. - Foto: Everton Macedo/Reprodução/Instagram/@yandramawe
Imagens mostram queimadas registradas no Amazonas durante o período de estiagem e a “Oncinha do Amazonas” gravou um vídeo fazendo apelo. – Foto: Everton Macedo/Reprodução/Instagram/@yandramawe
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Não é notícia boa, é apelo! A menina Yandra Mawé, de 6 anos, conhecida nas redes como a “Oncinha do Amazonas”, gravou um vídeo, em meio ao avanço das queimadas no Amazonas, para pedir ajuda. Moradora da comunidade indígena Sahuapé, na zona rural de Iranduba, Região Metropolitana de Manaus, a garotinha contou que a fumaça já chegou perto de casa e tem dificultado a rotina das famílias. “A gente não consegue mais respirar direito”, afirmou a menina.

A fala foi publicada justamente quando o estado enfrenta um forte aumento dos focos de fogo. Entre 1º e 22 de setembro, o Amazonas registrou 3.240 focos de queimadas, 244% a mais que no mesmo período de 2025. Iranduba também teve um incêndio de grandes proporções nesta semana, em uma área de vegetação próxima a Cacau Pirêra.

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“A natureza não precisa da gente, mas nós precisamos dela”, disse Yandra no vídeo. Antes de se despedir com o tradicional “beijo da onça”, ela pediu que as pessoas não queimem lixo e não joguem resíduos nos rios.

Fumaça chegou até as casas

Na publicação, Yandra relata que a seca está forte e que a fumaça das queimadas chega às casas da região. Ela também contou que moradores estão sentindo os olhos arderem e que aulas foram interrompidas por causa das condições do ar.

Iranduba já havia suspendido aulas presenciais em escolas atingidas pela fumaça em agosto, quando um incêndio no lixão do município provocou problemas respiratórios entre moradores, alunos e funcionários.

O problema também atingiu Manaus. Na quarta-feira (23), a Defesa Civil registrou média de 188,5 microgramas por metro cúbico de partículas finas MP2,5 na capital, nível classificado como “péssimo”. Segundo a prefeitura, a fumaça vinha principalmente de queimadas na Região Metropolitana de Manaus e no leste do Amazonas.

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Queimadas avançaram em setembro

Setembro se tornou o mês com maior número de focos de queimadas no Amazonas em 2026. Os 3.240 registros contabilizados até o dia 22 superaram, sozinhos, o acumulado de todos os meses anteriores do ano.

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No boletim mais recente, divulgado na quinta-feira (24), o Ministério Público de Contas do Amazonas informou que Novo Aripuanã, Autazes, Lábrea e Apuí estavam entre os municípios com mais focos de queimadas do país no acumulado de setembro, segundo dados do Inpe. O período coincide com a época mais seca do ano na região e com um El Niño forte.

O painel federal que acompanha o fenômeno apontou mais de 90% de probabilidade de um El Niño muito forte entre setembro e novembro. Os rios também seguem em processo de vazante, embora o Serviço Geológico do Brasil informe que a maior parte dos pontos monitorados permanece dentro dos níveis esperados para esta época do ano.

Yandra cresceu perto do rio e da floresta

Yandra vive na comunidade Sahuapé, em Iranduba, onde cresceu em contato direto com o rio e a floresta. Ela compartilha nas redes sociais cenas da rotina, alimentos, animais e tradições da comunidade.

A menina já havia chamado atenção anteriormente ao mostrar a situação da escola da comunidade. A repercussão chegou ao Ministério da Educação, que anunciou recursos para a construção de uma nova unidade, segundo reportagem do Domingo Espetacular.

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Desta vez, Yandra decidiu usar o alcance do perfil para falar da fumaça, do fogo e da situação vivida pelas comunidades do Amazonas. As imagens das queimadas que aparecem junto ao vídeo foram registradas por Everton Macedo, segundo os créditos da própria publicação.

“O Amazonas precisa ser visto”

Na legenda, o perfil reforçou o pedido da menina: “O nosso Amazonas e a nossa Amazônia precisam ser vistos”.

A publicação também pede atenção para as comunidades afetadas pela seca e pela fumaça e lembra que compartilhar as imagens é uma forma de ampliar a discussão sobre o que está acontecendo na região.

No fim do vídeo, Yandra deixa o recado para quem a acompanha: “Oncinhas, lembrem disso. Sem a natureza, o nosso mundo não vive”.

Veja o vídeo dela abaixo:


Fonte: Só Notícia Boa

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