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Por que Marília tem cheiro de biscoito? Aroma que toma conta das ruas virou marca da cidade

Quem passa por Marília (SP) costuma sentir um cheiro doce ou amanteigado no ar. O aroma, que faz parte da rotina dos moradores, vem das fábricas de biscoitos e já se tornou uma das marcas da cidade, conhecida como a Capital Nacional do Alimento.

Em uma das principais indústrias instaladas na cidade, são produzidos mais de 1 milhão de pacotes de biscoitos por dia, o equivalente a cerca de 432 milhões de unidades por ano.

O processo começa com o preparo e a moldagem da massa, passa pelos grandes fornos industriais e termina nas chaminés, por onde o cheiro se espalha pelas ruas.

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“É uma tradição acordar e sentir esse cheiro do biscoito sendo feito”, conta o auxiliar de laboratório da empresa, João Paulo de Souza.

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Fábrica de Marília (SP) produz mais de 1 milhão de biscoitos por dia — Foto: Robson do Carmo/TV TEM
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Fábrica de Marília (SP) produz mais de 1 milhão de biscoitos por dia — Foto: Robson do Carmo/TV TEM

Essa atmosfera ativa a chamada memória olfativa dos moradores e de quem visita a região, despertando recordações de infância e dos cafés da tarde em família.

No dia a dia, o aroma é tão presente que os moradores relatam conseguir distinguir até mesmo o sabor que está sendo fabricado no momento, seja ele doce, salgado ou recheado.

“De manhã, você sente um cheirinho mais adocicado. Na parte da tarde, aquele cheirinho mais salgadinho, aquela manteiguinha que parece que está derretendo”, define Ana Siviero, cozinheira e moradora de Marília.

De Marília para o mundo 🏭 ♨️

A força do setor alimentício projeta o nome da cidade para muito além do território paulista. A produção atende a todas as regiões do país e ganha destaque no mercado internacional.

Em entrevista à TV TEM, o diretor-presidente de indústria, Rodrigo Garla, ressaltou o alcance dos produtos marilienses.

“Obviamente o Brasil como um todo, todos os estados do Brasil, e a gente exporta para mais de 30 países. E um país interessante é Moçambique. Então até Moçambique chega o nosso produto”, revela o executivo.

Para dar conta de mercados com culturas alimentares tão diversas, o processo exige flexibilidade.

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“A gente tem que adequar o produto, muitas das vezes, para cada país”, explica Rodrigo Garla ao pontuar que as receitas passam por ajustes de acordo com o gosto local e as exigências regulatórias de cada destino.

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É por meio das chaminés dessas fábricas que o cheirinho doce ou amanteigado ganha as ruas e se espalha pelos bairros — Foto: Robson do Carmo/TV TEM
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É por meio das chaminés dessas fábricas que o cheirinho doce ou amanteigado ganha as ruas e se espalha pelos bairros — Foto: Robson do Carmo/TV TEM

Origem 🍪

A palavra biscoito vem do latim: “bis” (duas) e “coctus” (cozido”), ou seja, “cozido duas vezes” em referência ao processo de fabricação.

O vocábulo passou para a língua portuguesa pelo francês “Biscuit” ainda no século XII.

Essa combinação de apenas três ingredientes não tem uma data de origem definida. Porém, acredita-se que a civilização primitiva já esmagava grãos e os misturavam com água.

Algumas pessoas indicam que o biscoito já era preparado no Antigo Egito e na Pérsia. Na época, os biscoitos eram utilizados como oferendas aos deuses em troca de chuvas, para que o solo permanecesse fértil.

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É biscoito ou bolacha? — Foto: PMPM/Divulgação
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É biscoito ou bolacha? — Foto: PMPM/Divulgação

Biscoito ou bolacha? 🥯

A tradicional polêmica linguística sobre o nome correto do alimento também divide opiniões nas ruas de Marília.

Enquanto a maioria dos moradores adota o termo “bolacha” na rotina diária, associando o nome “biscoito” apenas a versões específicas, como os de polvilho, os fabricantes adotam uma postura mais democrática para encerrar a disputa.

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“O que a gente costuma dizer é que a gente deixa a critério do consumidor. Sendo um dos nossos produtos, deixa a critério dele chamar biscoito ou bolacha”, conclui o diretor-presidente Rodrigo Garla.


Fonte Original: G1 Bauru e Marília

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